Estimulação Magnética Transcraniana

Estimulação Magnética Transcraniana (EMTr) é um método de tratamento não invasivo que estimula os neurônios através da despolarização ou repolarização das membranas por uma corrente elétrica fraca obtida através de um campo eletromagnético que varia rapidamente. Ela é capaz de gerar uma atividade em partes específicas do cérebro com um mínimo de desconforto, servindo de tratamento para doenças como depressão, alucinações (no caso da esquizofrenia), enxaqueca, doença de Parkinson, distonias, zumbidos, dentre outras, sem a necessidade de cirurgia ou implantes de eletrodos, como ocorre com a estimulação cerebral profunda (DBS – Deep Brain Stimulation).

A EMTr também se diferencia da eletroconvulsoterapia (ECT), popularmente conhecida como eletrochoque e que é cercada de tabus. A EMTr é um procedimento não invasivo, indolor, feito com o paciente acordado, sem a necessidade de anestesia. A corrente elétrica tem intensidade muito inferior à utilizada no ECT, a estimulação é mais superficial (a nível cortical, enquanto o ECT atinge a subcórtex do cérebro) e focal (no ECT ela é generalizada). Isso dá a possibilidade de aplicar a estimulação por mais tempo numa mesma área e a fazer sessões mais frequentes (até diariamente, dependendo de cada caso, já no ECT a frequência máxima é de 3 vezes por semana).

A tabela abaixo mostra as diferenças entre os dois métodos de tratamento.

EMTrECT
Efeitos colaterais gravesnenhumnenhum
Efeitos colaterais leves e transitóriosContrações faciais
Vermelhidão na pele sob o local da aplicação
Ansiedade durante e após o exame
Dor leve ou desconforto
Sensação de calor
Sensibilidade ao toque
Dor de cabeça
Deficiência da memória de curto prazo
Sonolência após o tratamento
Confusão mental induzida pela convulsão ou pela anestesia

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Autor: Dr. Leonardo Palmeira

Psiquiatra pela faculdade de medicina da UFRJ com especialização e pós-graduação em Psiquiatria pelo Instituto Philippe Pinel, Rio de Janeiro. Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria e Membro da Sociedade Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia (Schizophrenia International Research Society) desde 2005. Autor do livro "Entendendo a Esquizofrenia.

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6 Comentários

  1. Existe este tratamento no Rio de janeiro

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    • Joaquim, existe sim, no meu conhecimento duas clínicas, mas é preciso conversar com seu médico, que deve fazer o encaminhamento. Um abraço!

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  2. ola doutor adorei seu site obrigado por se comprometer com esta doença,pois só quem tem sabe o que passa com ela.
    DR tenho esquizofrenia paranoide f20 e depressao – pos esquizofrenica f20.4 tenho muitos pensamentos negativos,me isolo
    total,nao tenho amigos,nao tenho vontade de fazer nada mesmo,tenho vontade de só ficar na cama deitado ou dormindo ou vendo tv,
    nao tenho iniciativa,nao cuido muito de minha higiene pessoal,continuo tendo paranóias,mania de perseguição,delérios e alucinações auditivas,
    mas são poucos comparados aos outros sintomas,esses sintomas negativos é mais recente veio após alguns surtos que tive.tomo
    respiridal,fluxetina e rivotril.Dr queria saber evoluiu para esquizofrenia residual,indiferenciada,simples ou hebefrenica.Sei
    que devo continuar meu tratamento mais meu psiquiatra nao me fala nada se tenho outro cid.por favor analise meus sintomas e me de sua opiniao
    abraço.

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    • Marco, infelizmente pelo relato é impossível fazer um diagnóstico, ainda mais em se tratando da psiquiatria, uma especialidade muito complexa. Normalmente não há evolução de um subtipo para outro, p.ex. se um paciente tem esquizofrenia paranóide não tem como desenvolver depois a hebefrênica e vice e versa. Exceção à esquizofrenia residual, que corresponde a uma forma crônica da doença, depois de muitos anos de evolução, principalmente quando o tratamento não consegue ser eficaz, e à esquizofrenia catatônica, pois a catatonia pode ocorrer quando a esquizofrenia ficar sem tratamento por muito tempo. Um abraço!

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      • Adorei suas informações aos pacientes ansiosos com seus problemas. Muitas informações me serviram e me acalmei com relação ao diagnóstico de minha RNM. Mas gostaria se possivel que comentasse algo sobre meu caso. Tenho a 4 meses um zumbido no ouvido esquerdo dores de cabeça que nunca tive pequenas vertigens e na minha RNM aparece alguns poucos e pequenos focos de hipersinal em T2 e Flair nas coroas radiadas, os quais não apresentam restrição á sequencia de difusão das moléculas de água, inespecíficos podendo estar relacionados a pequenos focos de gliose,desmielinização ou isquemia prévia. Tenho 54 anos e tenho uma vida saudável sem vícios. Se puder postar comentário agradeço.

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        • Edmara, não tenho nada a acrescentar além do que leu no artigo sobre gliose. Para um diagnóstico do seu caso é necessário que procure um psiquiatra.

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