Estudo avalia efeitos psicológicos das redes sociais em crianças e adolescentes

Estudo apresentado em congresso de psicologia nos EUA aponta o bem e o mal que as redes sociais podem causar a jovens e adolescentes.

Um estudo apresentado no sábado (6/8) na 119.ª convenção anual da Associação Americana de Psicologia, em Washington DC (EUA), e divulgado no domingo (7/8) pelo site Science Daily afirma que o uso de redes sociais pode levar adolescentes a manifestar “tendências narcisísticas” e torná-los mais vulneráveis a ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos.

Na apresentação, intitulada “Poke Me: How Social Networks Can Both Help and Harm Our Kids” (Cutuque-me: Como as redes sociais podem ao mesmo tempo ajudar e prejudicar nossas crianças), o PhD e professor de psicologia Larry D. Rosen, da Universidade Estadual da Califórnia, expôs que “particularmente entre jovens, estamos apenas começando a ver pesquisas sólidas que demonstram tanto o lado positivo quanto o negativo” de redes sociais como o Facebook.

Em seu estudo, Rosen aponta que adolescentes que usam Facebook tendem a apresentar com mais frequência tendências narcisísticas, enquanto jovens com forte presença no Facebook mostram mais sinais de outros problemas psicológicos, como comportamento antissocial, manias e tendências agressivas.

O abuso diário das mídias sociais e das tecnologias tem efeito negativo na saúde de todas as crianças, pré-adolescentes e adolescentes, que se tornam mais propensos a ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos, além de deixá-los mais suscetíveis a problemas de saúde no futuro.

O psicólogo advertiu também sobre os efeitos do Facebook em estudantes: a rede social pode distrair e causar impacto negativo nos estudos. Rosen citou pesquisas que mostraram que alunos de colégio e de faculdade que visitaram o Facebook pelo menos uma vez durante um período de 15 minutos de estudo tiraram notas menores.

Benefícios

Entre os impactos positivos das redes sociais, Rosen destacou que os relacionamentos virtuais podem ajudar adolescentes introvertidos a aprender como se socializar. Além disso, as redes sociais podem fornecer ferramentas de ensino mais atraentes, capazes de promover o engajamento de jovens estudantes.

Aos pais, o professor recomendou que acompanhem as atividades dos filhos nos sites de redes sociais e discutam a remoção de conteúdo ou conexões impróprias. Os pais também precisam ficar atentos às tendências online e às últimas tecnologias, sites e aplicações que as crianças utilizam.

Estudo apresentado em congresso de psicologia nos EUA aponta o bem e o mal que as redes sociais podem causar a jovens e adolescentes.

→ Fonte: IDG Now

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Autor: Dr. Leonardo Palmeira

Psiquiatra pela faculdade de medicina da UFRJ com especialização e pós-graduação em Psiquiatria pelo Instituto Philippe Pinel, Rio de Janeiro. Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria e Membro da Sociedade Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia (Schizophrenia International Research Society) desde 2005. Autor do livro "Entendendo a Esquizofrenia.

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3 Comentários

  1. >Boa tarde Dr,

    estou fazendo uma matéria sobre este assunto " Os efeitos das mídias sociais no desenvolvimento infantil"

    O senhor poderia responder algumas perguntas?? Te garanto que não serão muitas, mas serão nescessárias!

    Obridada,

    Mirelle: escorte1fiel@yahoo.com.br

    Post a Reply
  2. >Dr.,
    os efeitos do uso excessivo das mídias podem ser melhor percebidos por quais sinais ou atitudes?

    como os pais podem ajudar seus filhos a se controlarem na frequência e uso do Facebook?

    O tratamento para este tipo de dependência já existe, ele é eficaz???

    desde já gradeço a atenção.

    Att, Mirelle: escorte1fiel@yahoo.com.br

    Post a Reply
  3. >Mirelle,

    os sintomas são os mesmos de qualquer dependência: muito tempo dedicado somente aquilo, perda do prazer e dedicação em outras atividades, queda no rendimento escolar, irritabilidade principalmente quando é afastado do computador, etc.

    O tratamento pode envolver medicação e terapias (individuais e em grupo).

    Existe um grupo de pesquisa na USP. Não tenho certeza se tem algo na UFRJ ou Santa Casa de Misericórdia.

    Um abraço!

    Post a Reply

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