Pink Champagne: nova droga parece cristais rosa e já faz vítimas.

Um novo tipo de droga vem preocupando muitos pais no Reino Unido, mais precisamente em Manchester. Chamada Pink Champagne (“Champanhe Rosado”, em tradução livre), a variação do ecstasy já fez vítimas na cidade localizada no interior da Inglaterra.

De acordo com uma reportagem da BBC, dez jovens foram internados e um faleceu. Tudo isso em apenas um único final de semana de junho. Pode parecer um número pequeno, mas não é. Ainda mais quando lembramos que, pelo menos, 20 milhões de pessoas no mundo consumiram alguma variedade de anfetamina do tipo MDMA, muito utilizada em baladas, apenas em 2016. A informação é do relatório mais recente realizado pelo Escritório da ONU contra as Drogas e o Crime.

Assim como outras variações do ecstasy, o Pink Champagne causa uma sensação de euforia momentânea em quem toma. A pessoa se sente feliz, desinibida, com o coração batendo forte. Isso, contudo, já pode ser considerados sintomas de um possível ataque cardíaco. “Uma vez que a temperatura do corpo ultrapassa os 42º C, os órgãos param de funcionar e pode ser difícil que a pessoa se recupere”, explicou o psiquiatra Adam Winstock, fundador da organização Global Drug Survey, também em entrevista a BBC.

Anfetaminas são consideradas drogas sintetizadas modernas, pois seu auge se deu nos anos 60. Náuseas, desidratação, hipertermia e hipertensão são algumas das consequências imediatas do uso, que, a longo prazo, pode desencadear depressão e até esquizofrenia.

A última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo IBGE, em 2016, mostra que a taxa de jovens entre 13 e 15 anos que usaram drogas ilícitas aumentou de 7,3% para 9%. Na internet, é possível encontrar manuais para o uso seguro de MDMA, falando que o jovem deve usar a “bala” apenas em festas e tomar bastante água. Contudo, não existe consumo seguro de nenhuma droga, em especial das sintéticas, que causam dependência de maneira variada de pessoa para pessoa. Por ser vendido em forma de cristais, fica ainda mais difícil dosar a quantidade ingerida do ”Champanhe Rosado”, o que é bastante preocupante.

Fonte: Capricho, Ed Abril

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Autor: Dr. Leonardo Palmeira

Psiquiatra pela faculdade de medicina da UFRJ com especialização e pós-graduação em Psiquiatria pelo Instituto Philippe Pinel, Rio de Janeiro. Membro Titular da Associação Brasileira de Psiquiatria e Membro da Sociedade Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia (Schizophrenia International Research Society) desde 2005. Autor do livro "Entendendo a Esquizofrenia.

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