Efeitos psicológicos da quarentena pelo COVID-19.

A quarentena imposta pela pandemia de COVID-19 já é a maior e a mais rigorosa dos tempos modernos. É inegável que existe um custo físico, psicológico, social e econômico para toda a população mundial. No Brasil experimentamos desde a semana passada uma quarentena com um rigor crescente, envolvendo medos, preocupações e incertezas. As autoridades não falam com todas as letras como a quarentena será daqui para frente, quanto tempo ficaremos longe de nossas rotinas e de nossos trabalhos, impedidos de ver familiares e amigos, de ter lazer e de fazer esportes. Não há na história recente um período de privação como este, fazendo muitos a compararem ao período da Segunda Guerra Mundial.

Mas quais são os efeitos psicológicos de uma quarentena? O que outras experiências podem nos ensinar, como abrandar os efeitos que um longo tempo de privação social pode ter em nosso organismo?

Um artigo publicado no Lancet em fevereiro (26) traz uma revisão dos estudos sobre impacto psicológico da quarentena após as epidemias de SARS (2003), Ebola (2014), H1N1 (2009/10) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS - 2002).

Sintomas e transtornos mentais

Durante essas quarentenas as pessoas comumente relataram medo (20%), nervosismo (18%), tristeza (18%) e culpa (10%). Esses sintomas reduzem normalmente após o período de quarentena, sendo que um estudo mostrou que de 7-17% das pessoas que demonstraram sentimento de ansiedade e raiva após 4 a 6 meses reduziram a mais da metade, para 3-6%.

Estudos qualitativos mostraram que a quarentena também produz outros sentimentos como solidão, desesperança, frustração, irritação, raiva, exaustão emocional e pode provocar insônia. Rebaixamento do humor (73%) e irritabilidade (57%) estão entre as queixas mais prevalentes entre as pessoas submetidas a ela.

Os profissionais de saúde, como esperado, sofrem mais. Entre os profissionais de saúde que prestaram atendimento durante as epidemias, dois estudos encontraram maior prevalência de alcoolismo e dependência química 3 anos depois do surto de SARS em 2003. Outro estudo verificou que 9% reportaram depressão 3 anos depois do surto de MERS, sendo que destes 60% que tiveram que passar por quarentena reportaram sintomas depressivos mais graves. Um estudo relacionou a quarentena de empregados de um hospital a sintomas de estresse pós-traumático 3 anos depois da epidemia. Os profissionais de saúde também experimentam maior estigmatização do que o público em geral. Eles têm com maior frequência pensamentos de estarem infectados com SARS e preocupações de infectar outras pessoas.

A experiência negativa com a quarentena sofre influências de diversos fatores, que podem contribuir para aprofundar os sentimentos de tristeza, medo e frustração. Os estudos apontam que quanto maior o tempo de quarentena e confinamento, com perda da rotina usual e redução do contato físico e social com outros, maior a aflição das pessoas. Isso pode ser potencializado quando há desabastecimento de suprimentos básicos ou considerados essenciais para o período de epidemia. Durante a epidemia de SARS em Toronto, p.ex., autoridades públicas demoraram muito a suprir as necessidades de kits médicos, com máscaras e termômetros, o que foi associado a uma pior evolução psicológica.

Informação e comunicação

Outro aspecto tem a ver com a informação passada de maneira inadequada à população, com diferenças na forma, abordagem e conteúdo da informação transmitida por diferentes órgãos e níveis de governo. No caso da epidemia de SARS em Toronto, houve informações desencontradas que levaram à falta de clareza e propósito da quarentena, dos diferentes níveis de risco e o sentimento por parte da população da falta de transparência do governo quanto à gravidade da epidemia. Esse fator foi considerado um preditor significativo de sintomas de estresse pós-traumático, atribuindo a importância de se ter um protocolo claro e racional que contemple as dificuldades da população em seguir a quarentena.

Trabalho e finanças

O aspecto financeiro da quarentena pode ter um impacto determinante no estado emocional das pessoas. A interrupção das atividades profissionais sem um planejamento de curto ou médio prazo pode ter um efeito psicológico duradouro, com piora do estresse e causando raiva e ansiedade por semanas, mesmo após a suspensão da quarentena. A possibilidade do trabalho remoto, através do home office, ajuda a pessoa a se manter ocupada e a se sentir produtiva, aliviando em parte as tensões que o afastamento e as incertezas diante do trabalho podem causar.

A ação dos governos é considerada primordial nesses momentos, com políticas tributárias compensatórias e de auxílio financeiro enquanto durar a quarentena. Na epidemia de Ebola, mesmo recebendo assistência financeira do Estado, muitos consideraram o montante insuficiente e que a demora em receber o auxílio não possibilitou a cobertura das despesas. Muitos tornaram-se dependentes das famílias, o que foi difícil de aceitar e trouxe conflitos adicionais. Na epidemia de SARS em Toronto houve casos de estresse pós-traumático e depressão, principalmente entre as classes menos favorecidas.

Estigma

O estigma é um dos principais temas sociais relacionados às epidemias. Pessoas infectadas e que foram submetidas à quarentena forçada relataram preconceito e estigmatização mesmo após o controle da epidemia, sendo tratadas por seus vizinhos com suspeição e temor, não sendo convidadas para eventos sociais e recebendo comentários críticos. Mesmo profissionais de saúde, que precisaram trabalhar no atendimento à população, relataram aumento das tensões dentro da própria família, por considerarem a profissão deles muito arriscada.

A educação da população sobre a doença e a explicação do racional para a quarentena são importantes para reduzir o estigma. A mídia também pode ter um papel decisivo, tanto para produzir como para combater o estigma, dependendo da maneira como divulgam as informações.

O que pode ser feito para abrandar os efeitos da quarentena?

Manter a quarentena o mais breve possível

Quarentenas longas estão associadas a piores desfechos psicológicos. Restringi-las ao que é cientificamente razoável e não adotar medidas exageradas de precaução contribuem para minimizar os efeitos sobre as pessoas. As autoridades devem manter a coerência com o tempo de quarentena por elas determinada. A extensão do período de quarentena exacerba os sentimentos de frustração e desmoralização. Impor um cordão de isolamento na cidade sem um limite claro de tempo, como foi feito em Wuhan, China, é mais danoso do que adotar os procedimentos estritamente necessários.

Forneça às pessoas o máximo de informação possível

Assegurar que a população tenha um bom entendimento da situação e das razões para a quarentena, sem informações que provoquem insegurança, medo e exageros. As pessoas já estão com medo de adoecer e de infectar outras pessoas, normalmente possuem expectativa catastrófica em relação a qualquer sintoma que venham a experimentar durante a quarentena, então necessitam, por parte da autoridade de saúde pública, da informação que as auxilie a ter uma visão mais lúcida e compreensiva da epidemia.

Reforçar que a quarentena ajuda a proteger outras pessoas mais vulneráveis e demonstrar que as autoridades estão gratas por essa atitude ajudam a reduzir os efeitos psicológicos da quarentena e aumenta a adesão das pessoas.

Forneça suprimentos adequados

Os suprimentos básicos não podem faltar e precisam ser coordenados pelo governo com antecedência, como planos de realocação para conservar os estoques e evitar o desabastecimento.

Reduza a monotonia e melhore a comunicação

O isolamento e a monotonia contribuem para elevar os níveis de estresse. Acessar sua rede social é uma prioridade, com as mídias sociais e plataformas de comunicação servindo de instrumento valioso para conectar amigos e familiares. Garantir, portanto, acesso a telefones e rede WiFi que possibilitem essa comunicação direta é essencial para reduzir sentimentos de isolamento, estresse e pânico.

Outra comunicação importante é com as autoridades de saúde pública, disponibilizando um canal de contato por telefone e serviços online para orientações de como proceder em caso de algum sintoma.

No Brasil existe um atendimento por telefone (136) para tirar dúvidas e buscar auxílio para COVID-19, bem como um chat on line (http://ms136.vectorservicos.com:8085/webchat/default.aspx).

Há evidências de que grupos de suporte virtuais para pessoas em quarentena podem prover apoio a pessoas que não estão recebendo apoio de outras.

Profissionais de saúde necessitam de atenção especial

Profissionais de saúde em quarentena podem se sentir pior por não estarem ajudando seus colegas no atendimento aos pacientes e as percepções de seus colegas nesse sentido são particularmente importante. A separação da equipe pode aumentar o sentimento de isolamento e o apoio de seus colegas imediatos é fundamental, cabendo às chefias assegurarem que algum suporte vem sendo oferecido aos profissionais em quarentena.

Essa revisão joga uma luz sobre alguns aspectos importantes que cercam a quarentena de uma epidemia. Cada um de nós precisa ter acesso à informação de qualidade, que seja capaz de nos instruir, mas ao mesmo tempo de nos tranquilizar. Cumprir com as determinações das autoridades, respeitando a quarentena imposta, é a nossa parte de contribuição para o controle dessa epidemia. O restante precisamos deixar para as autoridades, para os médicos e demais profissionais de saúde. Acompanhar o noticiário massivamente pode ser para muitos ansiogênico, ficar acompanhando o número de doentes e de mortos também. Cada um precisa encontrar seu ponto de equilíbrio entre a informação adequada (aquela que importa e nos instrui) e a exagerada (aquela que aumenta o medo e gera angústia). Tomar cuidado com as fake-news, que infelizmente são cada vez mais comuns em tempos de mídias sociais, onde os cliques e likes valem mais do que o respeito à vida das pessoas.

Buscar conectividade social é outro ponto importante. Conversar com os amigos e familiares através das plataformas de videocoferência (existem várias, o próprio WhatsApp, Skype, Hangout, Zoom) nos ajuda a superar a solidão e o isolamento que a quarentena nos impõe.


Covid-19: Segundo Comunicado.

Prezados pacientes,

Tendo em vista as novas medidas de restrição pelo poder público, restringindo mais a circulação de pessoas em estabelecimentos comerciais e transportes públicos, decidimos a partir da semana de 23/03 alterar a rotina dos consultórios. Essa medida visa resguardar a segurança de nossos profissionais e pacientes, sem interromper a prestação de serviço.

1. As consultas médicas devem ser realizadas preferencialmente por videoconferência. Utilizamos todas as plataformas disponíveis, como WhatsApp, Skype, Hangouts e Zoom. Elas poderão ser marcadas nos horários de atendimento de consultório (2a, 3a, 5a e 6a).

2. As receitas médicas serão enviadas pelo correio ou por motoboy, dependendo da região de moradia e preferência do paciente. Não será possível buscar as receitas pessoalmente. Essa medida visa proteger os pacientes e acompanhantes, que não precisarão se deslocar até o consultório, e atender às necessidades de restrição de nossas secretárias em relação ao atendimento ao público.

3. Atendendo às necessidades particulares de cada um e consciente de meu dever como médico, manteremos o funcionamento do consultório para consultas presenciais. Essa medida pretende contemplar os pacientes de primeira vez e aqueles que não podem se consultar remotamente. Esses atendimentos ocorrerão exclusivamente às 3as na Barra e 5as em Ipanema e deverão ser agendados com antecedência, pois não será possível o ingresso de paciente sem agendamento nos consultórios.

4. Não haverá atendimento ao público nos consultórios. As secretárias trabalharão remotamente. Portanto receitas, laudos e outros documentos só poderão ser enviados por correio ou motoboy.

5. Pedimos que os pacientes com sintomas gripais ou que tenham contato com algum parente suspeito de infecção pelo COVID-19 não marquem consultas presenciais. Não receberemos pacientes com sintomas de gripe no consultório. Caso algum paciente gripado necessite de atendimento psiquiátrico, a orientação será passada por telefone ou videoconferência.

Manteremos os cuidados de higiene e respeitaremos a orientação de não permitir pacientes aguardando na sala de espera, orientando aqueles agendados para consultas presenciais a aguardar em local aberto e arejado.

A secretária Sra Marismar trabalhará remotamente e poderá ser contactada pelo celular/WhatsApp 97226-3801. Todas as solicitações devem, portanto, ser encaminhadas a ela.

Acreditamos na compreensão e cooperação de todos como forma de enfrentarmos essa epidemia. Depende de cada um de nós as medidas para a proteção individual, de nossos entes queridos e dos demais cidadãos.

Juntos seremos mais fortes e capazes de abreviar esses tempos difíceis, que nos impõem restrições do direito de ir e vir, de muitas vezes estar juntos de pessoas que amamos, de fazer atividades que nos trazem prazer e satisfação.

Cuidem-se com responsabilidade e sem pânico. O momento exige equilíbrio e bom senso.

Um abraço

Dr Leonardo Palmeira


Covid-19: Funcionamento dos Consultórios.

Prezados pacientes,

Conforme noticiado na mídia, a nossa cidade vem apresentando um aumento de casos de infecção pelo COVID-19, popularmente conhecido como coronavirus, o que nos coloca em estado de alerta, haja vista o que ocorreu em outros países em que a epidemia se encontra em fases mais avançadas. São esperados números crescentes de casos nas próximas semanas e precisamos estar preparados quanto às medidas de proteção, como evitar aglomerações, lavar bem as mãos ou utilizar álcool 70%, evitar colocar as mãos nos olhos, nariz e boca, além de cumprir a quarentena domiciliar em caso de infecção.

Não há motivo para pânico! O COVID-19 possui uma baixa taxa de mortalidade e complicações, a maioria dos casos são assintomáticos ou com poucos sintomas (principalmente tosse e febre). Contudo, pessoas idosas, com doenças crônicas ou imunossuprimidas têm maior risco de complicações respiratórias e podem requerer hospitalização, portanto, há de se ter cuidado redobrado com essa população.

Algumas universidades e escolas decidiram suspender as aulas por 15 dias a partir desta segunda-feira, 16/03, eventos esportivos e culturais estão sendo adiados ou cancelados para evitar aglomerações de pessoas. Essas medidas visam conter a velocidade do avanço do vírus e evitar que muitas pessoas adoeçam ao mesmo tempo, sobrecarregando o sistema de saúde, que, mesmo em países mais desenvolvidos, mostrou-se insuficiente para atender à demanda de pacientes.

Informamos que manteremos os horários normais de funcionamento e atendimento dos consultórios, sempre atentos às medidas de proteção dos nossos profissionais e pacientes. As secretárias, Sra Marismar (Barra) e Sra Tatiane (Ipanema), serão orientadas a oferecer aos pacientes e acompanhantes a possibilidade de aguardar o atendimento em locais abertos, se assim desejarem. O prédio na Barra da Tijuca dispõe de uma área ao ar livre no terraço e o de Ipanema dispõe de cafés na área externa da galeria, bem como de uma praça em frente.

Aos pacientes que não se sentirem seguros para comparecer pessoalmente ao consultório ou que não puderem por algum motivo de saúde será oferecido o atendimento por videoconferência, agendado em horário normal de consulta. O paciente poderá se consultar, bastando para isso que ele tenha acesso a um celular smartphone ou a um computador com conexão à internet. As receitas serão enviadas pelo correio para a residência do paciente. Ressaltamos que essa modalidade de atendimento só estará disponível para os pacientes que já foram atendidos anteriormente pelo Dr. Leonardo, conforme resolução do CFM.

Esperamos que essa situação seja breve e que logo possamos retornar às nossas rotinas!

Cordialmente,

Dr. Leonardo Palmeira


Assista ao vídeo da Campanha Janeiro Branco no Aterro do Flamengo

Os grupos de ajuda-mútua para pacientes e familiares que convivem com transtornos mentais no Rio de Janeiro, ligados ao Programa Entrelaços do IPUB/UFRJ, organizaram um evento pela saúde mental no Aterro do Flamengo, em 26 de janeiro de 2020. O vídeo a seguir traz os depoimentos e as imagens do evento, que teve o propósito de combater o estigma e o preconceito contra as doenças mentais e chamar atenção para os cuidados com a mente.

Para mais informações sobre esse trabalho, CLIQUE AQUI!

https://www.youtube.com/watch?v=ZEx8dUIeZbg


Ioga ajuda a aliviar sintomas da depressão.

Os autores do estudo descobriram que a prática de uma aula por semana pode aumentar as taxas do ácido gama-aminobutírico, o GABA, um aminoácido que age no sistema nervoso central como um neurotransmissor (substância que faz a comunicação entre os neurônios) nos circuitos do cérebro onde ocorre o processamento das emoções. Isso poderia abrandar sintomas da depressão.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 264 milhões de pessoas são afetadas pela doença ao redor do globo. “Níveis adequados de GABA deixam a pessoa mais tranquila. Ele exerce um efeito ‘ansiolítico’”, explica Rui Afonso, doutor em neurociências pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e professor de ioga e meditação. “Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que correlaciona GABA, ioga e sintomas de depressão.”

Os pesquisadores americanos avaliaram 30 pacientes depressivos. Eles foram divididos aleatoriamente em dois grupos. Ambos praticaram uma modalidade de ioga, a Iyengar, e uma técnica de respiração, a coerente (respirar cinco vezes por minuto). “A lyengar ioga é uma modalidade que deriva de uma linha bem tradicional chamada de hatha ioga. Ela tem como característica a utilização de posturas (ásanas), exercícios de respiração (pranayamas) e meditação”, explica Afonso. A Iyengar tem uma precisão muito grande quanto à postura do aluno.

“Assim, uma de suas particularidades é a utilização de acessórios para deixar o corpo do praticante mais alinhado, biomecanicamente correto”, diz o professor.

“A atenção sustentada é que vai diferenciar a ioga de uma ginástica”, continua. Nesse segundo caso, fazemos os movimentos e os exercícios para o corpo. O processo cognitivo não é importante. Na ioga, a percepção do momento presente é muito importante: as posturas não são realizadas para o corpo, mas por meio dele.

Durante três meses, parte dos voluntários fez três sessões de ioga por semana e os outros participantes, duas. Todos foram submetidos a um exame de imagem, a ressonância magnética, antes da primeira aula e depois da última. “Por meio da ressonância, é possível observar as alterações, a estrutura e as funções cerebrais sem necessidade de exame mais invasivo”, conta Afonso. Em outras palavras, com o paciente acordado, dá para enxergar o efeito neurobiológico da ioga. Como é uma prática contemplativa que requisita o sistema cognitivo, o cérebro vai estar em pleno funcionamento durante sua execução.

Os resultados apontaram que ambos os grupos apresentaram melhoras depois de 90 dias de prática. A análise da ressonância magnética por imagem revelou que os níveis de GABA depois deste período ficaram elevados em comparação a antes do início das sessões, por aproximadamente quatro dias após a última aula. Mas esse aumento não foi mais verificado nos oito dias seguintes. Segundo os pesquisadores, fornecer dados baseados em evidências pode ser útil para fazer com que as pessoas experimentem a ioga como uma estratégia para aprimorar sua saúde e bem-estar.

Fonte: Fábio de Oliveira/Agência Einstein/página3.com.br


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Anvisa passa a exigir apenas receita médica para liberar importação de canabidiol.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta quarta-feira (22) mudanças no processo de autorização para que pacientes possam importar de produtos à base de canabidiol, um dos derivados da maconha.

Com as mudanças, a agência passará a exigir apenas a prescrição médica para análise de cada pedido, o qual deve ser feito por meio do Portal de Serviços do governo federal.

Entre os documentos que deixam de ser exigidos, está a apresentação de laudo médico com a descrição da doença e termo de consentimento —o qual passa a ser gerado de forma automática. Segundo a agência, a dispensa de laudo médico ocorre devido à responsabilidade do médico na prescrição de tratamentos.

O aval para importação também passará a valer por dois anos. Antes, esse período era de um ano.

Segundo o diretor-presidente substituto da agência, Antônio Barra, as medidas visam reduzir o tempo de espera de pacientes para obter os produtos, em um contexto em que crescem os pedidos de importação e o prazo para análise.

Questionada, a agência informa não ter estimativa de quanto será essa redução. "Mas esperamos que haja uma redução muito significativa. Fica difícil dizer que vamos zerar esse prazo. O ideal é que haja acompanhamento da sociedade", diz o diretor.

De acordo com Barra, o tempo de espera atual é em torno de 75 dias, "o que pode causar a descontinuidade de tratamentos e danos irreparáveis à saúde das pessoas", afirma. Para comparação, em 2018, o prazo para análise de cada pedido era de 45 dias.

A aprovação das mudanças ocorre um mês após a agência aprovar medidas que dão aval à venda de produtos à base de Cannabis em farmácias, mas vetar a proposta de um cultivo da planta por empresas para pesquisa e produção de medicamentos.

O veto ocorreu após críticas do governo de Jair Bolsonaro à proposta de cultivo, para quem a medida indicaria um primeiro passo para legalização da Cannabis no país.

Ainda não há prazo para oferta dos produtos em farmácias --a expectativa da Anvisa é que os primeiros pedidos de registro de produtos ocorram a partir de março, quando a resolução entra em vigor. Enquanto isso, pacientes ainda precisam recorrer aos pedidos de importação.

Desde que a Anvisa passou a receber esses pedidos, em 2015, ao menos 9.540 pacientes já obtiveram aval para importar produtos à base de canabidiol. As principais doenças apontadas nos pedidos são epilepsia, autismo, dor crônica, doença de Parkinson e neoplasia maligna.

A demanda, porém, tem sido crescente. Para comparação, em 2015, foram solicitadas 902 autorizações. Em 2018, esse número chegou a 3.613. Em 2019, dados apontam 6.276 pedidos somente até o terceiro trimestre.

Pacientes, porém, reclamam do alto custo para obter esses produtos, que chega a R$ 1.200 por mês, o que leva muitos a recorrer ao mercado ilegal.

Fonte: Folha de SP


Janeiro Branco: Quem cuida da Mente, cuida da Vida!

Com o objetivo de convidar a sociedade a uma grande reflexão sobre a qualidade de vida na saúde mental, o grupo de pares, Mentes em Ação, juntamente com outros grupos do Projeto Entrelaços, apoiam a Campanha Janeiro Branco.

O evento acontecerá no Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo, dia 26 deste mês, às 9h.

Através de conversas e algumas atividades gratuitas, os organizadores estarão prontos para disseminar informações valorosas sobre saúde mental.

O movimento é dedicado a importância de fazer as pessoas perceberem a respeito das suas vidas, pensarem sobre seus relacionamentos, como está a prevenção ao adoecimento emocional e mental de cada um.

A saúde mental influencia o bem-estar do indivíduo. É importante a divulgação e debate desse tema. Cuidar da saúde mental é fundamental para o equilíbrio da humanidade. "Quem cuida da mente, cuida da vida:)"

Veja abaixo o vídeo de divulgação e o material que explica melhor o propósito desse evento e participe!


https://www.youtube.com/watch?v=DgbcSz6JmLY

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Campanha Janeiro Branco-4

Campanha Janeiro Branco-5

Campanha Janeiro Branco-6

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Agenda do Dr. Leonardo para o primeiro semestre de 2020.

Prezados pacientes, gostaria de comunicá-los a respeito de minha agenda do primeiro semestre de 2020 para que possam se organizar em relação à marcação de consultas. Atenderei até o dia 03/01/20, depois saio de férias e retorno no dia 21/01/20.

Não haverá atendimento nos seguintes períodos:

Janeiro

04 a 20 – Férias

Fevereiro

25 a 27 - Carnaval

Março

Atendimento normal

Abril

2 a 9 - Congresso Internacional de Pesquisa em Esquizofrenia (SIRS), Florença CANCELADO DEVIDO AO COVID-19 - FUNCIONAREMOS NORMALMENTE

10 - Sexta-feira Santa

21 – Tiradentes

23 – São Jorge

24 - Em função do feriado de São Jorge

Maio

01 - Dia do Trabalho

Junho

11 - Corpus Christi

Peço sua especial atenção para os meses de janeiro, em função das férias, e abril, em função do período do congresso. Antecipe sua consulta e evite imprevistos de última hora.

Um abraço,

Dr Leonardo Palmeira


Sexismo pode ser causa de depressão em mulheres mais jovens.

Um estudo recente, desenvolvido no Reino Unido, revelou que mulheres entre 16 e 30 anos têm até cinco vezes mais chance de desenvolver depressão clínica devido ao sexismo - tipo de preconceito ou discriminação baseada exclusivamente no gênero ou sexo de uma pessoa.

As participantes da pesquisa contaram que sofreram mais assédio em ambientes como trabalho, escola, transporte público e táxi, sendo que 82% experienciou assédio sexual na rua. Todas acrescentaram ainda que os efeitos do sofrimento psicológico que tiveram duraram por, pelo menos, quatro anos.

Sexismo contra mulheres

A pesquisa foi realizada como uma parceria entre a organização Young Woman's Trust e a University College of London. Para chegar à conclusão final, o estudo definiu o conceito de sexismo a ideia de "sentir-se insegura, evitar certos locais, ser insultada, ameaçada ou atacada fisicamente por ser mulher".

No estudo, foram coletados dados de 2.995 mulheres, com idades entre 16 e 93 anos, do Reino Unido. O resultado parcial mostrou que as participantes mais jovens (até 30 anos) sofriam mais sexismo e tinham maiores impactos na saúde mental do que mulheres mais velhas.

Em termos de comparação, 24% das mulheres de 16 a 30 anos afirmaram ter sofrido sexismo no último ano, enquanto apenas 17% das mulheres com mais de 30 alegaram ter experienciado o preconceito de gênero no mesmo período.

Vítimas de sexismo

Em um relato anônimo, uma das mulheres entrevistadas afirmou que se isolou socialmente nos momentos em que sua ansiedade estava mais elevada e deixou de ver amigos por meses. Ela também deixou empregos e passou a evitar certos locais em sua cidade natal.

Outra participante relatou que sofreu com os efeitos do estresse e da ansiedade gerados em grande parte como resultado do sexismo que sofreu no ambiente de trabalho. "Eu temia ir trabalhar todas as manhãs e isso afetava tanto minha saúde mental quanto física", disse.

Sexismo e saúde mental

Sophie Walker, diretora do Young Women's Trust, afirmou que este estudo mostra que existe uma "clara e danosa" relação entre sexismo e a saúde mental das mulheres jovens dos dias atuais.

"O que muitas vezes é confundido como falta de confiança em mulheres jovens é, na verdade, uma crise na saúde mental causada por uma sociedade sexista. O sexismo está afetando profundamente a vida das jovens, sua liberdade econômica e sua saúde", disse.

Ela declarou ainda que os serviços de saúde tradicionais não são acessíveis ou apropriados para abrigar as demandas das mulheres jovens. "Há necessidade de serviços de saúde mental para mulheres jovens mais especializados, além de investimentos em serviços para combater a violência contra mulheres e meninas".

Por fim, Walker acrescentou que é preciso impedir que os danos causados pelo sexismo perdurem por anos em mulheres jovens, sendo importante tratar o problema de maneira mais completa. "Se você tentar ignorá-lo e não abordá-lo, ele apodrece e os problemas permeiam outras áreas da sua vida".

Fonte: R7


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Anvisa aprova a regulamentação de produtos à base de cannabis para uso medicinal.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (3) a liberação da venda em farmácias de produtos à base de cannabis para uso medicinal no Brasil. A regulamentação foi aprovada por unanimidade e é temporária, com validade de três anos.

Na mesma reunião da diretoria colegiada do órgão foi rejeitado o cultivo de maconha para fins medicinais no Brasil. Por 3 votos a 1, proposta foi arquivada pela agência reguladora. Com a decisão, fabricantes que desejarem entrar no mercado precisarão importar o extrato da planta.

Sobre a venda em farmácias, a norma passa a valer 90 dias após sua publicação no "Diário Oficial da União". De acordo com a resolução, os produtos liberados poderão ser para uso oral e nasal, em formato de comprimidos ou líquidos, além de soluções oleosas.

A comercialização ocorrerá apenas em farmácias e drogarias sem manipulação, que venderão os produtos prontos, mediante prescrição médica.

O tipo de prescrição médica necessária vai depender da concentração de tetra-hidrocanabidiol (THC), principal elemento tóxico e psicotrópico da planta Cannabis sativa, ao lado do canabidiol (CBD), que é usado em terapias como analgésico ou relaxante.

O THC altera as funções cerebrais e é a substância que provoca os mais conhecidos efeitos do consumo da maconha, droga ilegal no Brasil. Entretanto, estudos indicam que o THC também pode ser usado como princípio ativo para fins medicinais.

Nas formulações com concentração de THC inferior a 0,2%, o produto deverá ser prescrito por meio de receituário tipo B e renovação de receita em até 60 dias.

Já os produtos com concentração de THC superior a 0,2% só poderão ser prescritos a pacientes terminais ou que tenham esgotado as alternativas terapêuticas de tratamento. Neste caso, o receituário para prescrição será do tipo A, mais restrito, padrão semelhante ao da morfina.

A embalagem dos produtos deve informar a concentração dos principais canabinoides presentes na formulação, dentre eles o CBD e o THC, mas somente a concentração de THC é levada em conta para a classificação dos rótulos.

Todos devem conter a frase "Venda sob prescrição médica", seguida de "Só pode ser vendido com retenção de receita" no caso de produtos com menos de 0,2% de THC ou da frase "Uso desse produto pode causar dependência física ou psíquica" no caso de concentrações superiores a 0,2%.

A resolução da Anvisa cria uma nova classe de produto sujeito à vigilância sanitária: "produto à base de cannabis". Ou seja, durante os três anos de validade, os produtos ainda não serão classificados como medicamentos.

A regulamentação aprovada cita que os produtos à base de cannabis ainda precisam passar por testes técnicos-científicos que assegurem sua eficácia, segurança e possíveis danos, antes de serem elevados ao patamar de medicamentos.

A delimitação do intervalo de três anos para validar a norma foi sugerida pelo diretor Fernando Mendes, sob a justificativa de que ainda não há comprovação da eficácia dos tratamentos a base dos produtos. "Não há qualquer evidência de baixo risco no uso desses produtos", afirmou ele.

Após esse período, uma nova resolução deverá ser editada.

Os produtos liberados pela Anvisa podem ser ou fabricados no Brasil ou importados.

O regulamento exige que as empresas fabricantes tenham:

  • Certificado de Boas Práticas de Fabricação (emitido pela Anvisa);
  • autorização especial para seu funcionamento;
  • conhecimento da concentração dos principais canabinoides presentes na fórmula do produto;
  • documentação técnica da qualidade dos produtos;
  • condições operacionais para realizar análises de controle de qualidade dos produtos em território brasileiro.

Em nota, a Anvisa disse que os fabricantes que optarem por comprar o insumo no exterior "deverão realizar a importação da matéria-prima semielaborada, e não da planta ou parte dela".

O comunicado continua: "A proposta de norma remete essa atividade aos atuais regramentos de importação e demais regulamentos relacionados ao controle dos pontos de entrada e saída referentes a qualquer produto entorpecente, psicotrópico ou precursor, independentemente de se tratar de matéria-prima ou produto acabado".

Além disso, de acordo com a norma, "para viabilizar o monitoramento integral dos lotes de produtos e medicamentos da cannabis importados, foram limitados os pontos de entrada dos produtos em território nacional".

A resolução aprovada nesta terça pela Anvisa proíbe nos rótulos dos produtos:

  • os termos medicamento, remédio, fitoterápico, suplemento, natural ou qualquer outro semelhante;
  • qualquer indicação quanto à sua destinação de uso, especialmente incluindo alegações terapêuticas;
  • nomes geográficos, símbolos, figuras ou qualquer indicação que permita interpretação falsa.

O colegiado da Anvisa também analisa nesta terça uma segunda resolução, que trata dos requisitos para a liberar o cultivo da cannabis no Brasil exclusivamente para fins medicinais.

Fonte: G1


Audiência no Senado Federal sobre o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esquizofrenia.

O vídeo sobre a audiência pública no Senado Federal sobre a criação do Dia da Conscientização da Esquizofrenia se inicia aos 30 min.

https://www.youtube.com/watch?v=d7x2hI9cTVw&feature=emb_logo

Especialistas defenderam nesta quarta-feira (23) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) a aprovação do projeto de lei 3.202/2019, que prevê um dia de conscientização e alerta para a esquizofrenia. A doença atinge um milhão de brasileiros, mas não afeta apenas a qualidade de vida dos pacientes: toda a família precisa lidar com os sintomas da enfermidade. É a mais cara entre as doenças mentais custeadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, em média, reduz em 15 anos a expectativa de vida do esquizofrênico.

A doença é lembrada internacionalmente em 24 de maio, dia em que o psiquiatra Philippe Pinel, empossado chefe de um sanatório de homens em Paris, contrariando o entendimento daquele tempo, removeu as algemas dos pacientes que ficavam presos às paredes da instituição. O ato marcou uma nova era no tratamento psiquiátrico. Era 1793.

Segundo os especialistas convidados para a audiência pública, é importante combater com informação o preconceito que existe sobre a doença: entre os leigos, um misto de loucura e agressividade. Na verdade, a esquizofrenia causa delírios, alucinações, embotamento afetivo (distanciamento), alogia (incapacidade de falar), abulia (falta de vontade), anedonia (falta de alegria). Na parte neurológica, é responsável pela desorganização do pensamento e do comportamento e por prejuízos cognitivos (de memória, funções executivas e atenção). O paciente ainda sofre de alterações de humor, depressão ou exaltação e ansiedade.

O professor Gustavo Doria, do Departamento de Medicina Forense e Psiquiatria da Universidade Federal do Paraná, explicou que a doença tem componente hereditário e aparece geralmente no início da vida adulta, no auge da produção laboral do indivíduo. Os surtos, segundo ele, prejudicam o cérebro com perdas próximas a dez pontos no quociente de inteligência (QI).

— O transtorno psiquiátrico traz prejuízos nas funções cognitivas, na percepção, no afeto, no comportamento e nas atividades sociais.

O professor Ary Gadelha, coordenador do Programa de Esquizofrenia da Universidade Federal de São Paulo, reforçou que a doença afeta as regiões associativas do conhecimento no cérebro. Por isso, quanto mais precoce a intervenção médica, maior a chance de sucesso no tratamento.

— Se perdermos a janela de oportunidade, que é a intervenção logo após constatado o primeiro episódio psicótico, fica muito mais difícil tratar porque o cérebro começa a fase de prejuízos mais significativos.

De acordo com Gadelha, o período crítico é justamente após o primeiro episódio, geralmente quando o indivíduo deixa de trabalhar, isola-se e começa a perder o contato com as pessoas. O pesquisador destacou que os medicamentos são importantes para controlar os sintomas, mas viver com a doença requer terapias, exercício físico, emprego e remediação cognitiva.

Entre essas terapias, o destaque vai para a cognitivo-comportamental (TCC), de acordo com a psicóloga Marina Saraiva da Silva. Para ela, a abordagem é a mais usada no tratamento porque coloca o delírio num contexto que precisa ser discutido e compartilhado para construção e adaptação. Além disso, é feito o controle de estresse e emoções que possam desencadear surtos. Ela destacou que a TCC é fundamental porque, embora a base do tratamento da esquizofrenia sejam os remédios, de 25% a 40% dos pacientes ainda expressam os sintomas da doença mesmo depois de medicados.

Suicídio
Nas palavras do presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antônio Geraldo da Silva, a esquizofrenia é uma doença grave que vitimiza todos à volta e um fator bastante presente nos índices de suicídio. Ele disse que, de acordo com o Conselho Federal de Medicina, 10,6% das pessoas que morreram por suicídio foram diagnosticadas com esquizofrenia e não tratadas, ou tratadas de forma inadequada.

— A esquizofrenia está associada com aumento de dez vezes do risco de morte por suicídio, e 50% dos pacientes esquizofrênicos podem tentar o suicídio em algum ponto do curso da doença, sendo mais comum durante os anos iniciais — apontou Antônio Silva.

Saindo dos números e encarando a vida real, os participantes da audiência viram a foto de André, que no ano passado, aos 33 anos, pesquisou na internet a forma menos dolorosa de morrer e assim o fez. Quem mostrou a história de André foi Sarah Nicolleli, a presidente da Associação Mãos de Mães de Pessoas com Esquizofrenia e mãe de Cainã.

Ela contou que seu filho faz tratamento e toma medicações, mas, depois do primeiro surto, tornou-se mais introspectivo, sozinho. Sarah apresentou outros jovens que precisam de ajuda quando em surto psicótico.

— Pessoas que trabalham nos Bombeiros, Samu, Capes, Polícia Militar e hospitais precisam saber como abordar e ajudar alguém em surto psicótico. Temos de tirar essa doença do armário. Por isso, precisamos de um dia de conscientização — resumiu.

Para o psiquiatra Antônio Silva, é importante que as pessoas derrubem preconceitos e enxerguem que os pacientes precisam de ajuda e tratamento assim que a doença se revela.

— O doente mental não é agressivo, ele pode viver em sociedade, mas ele precisa ser tratado para que não chegue ao ponto de perder a noção do caráter ilícito do fato. Se houve suicídio é porque o paciente não teve tratamento adequado. Os remédios não chegam e as famílias estão largadas.

O presidente da reunião foi o senador Flávio Arns (Rede-PR), autor do PL 3.202/2019. Para ele, ter um dia nacional de alerta para a doença abre a possibilidade de discussão, reflexão e ações que devem perdurar o ano inteiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


Entrelaços: novos grupos de apoio no Rio de Janeiro para pessoas que convivem com transtornos mentais.

O programa Entrelaços formou este ano dois novos grupos de apoio, ampliando para sete o número de grupos no Rio de Janeiro, incluindo dessa vez a zona Oeste da cidade, a única que ainda não tinha um grupo de suporte para pessoas que convivem com transtornos mentais, como a esquizofrenia.

Conheça mais sobre o Programa Entrelaços

Os grupos Movimente, na Praça Seca, e Equilibrarte, no Leblon, seguem a mesma orientação dos demais grupos da rede Entrelaços. Ocorrem em espaços externos aos hospitais ou serviços psiquiátricos, são conduzidos pelos próprios usuários, como familiares e pacientes e utilizam-se dos princípios da psicoeducação e da solução de problemas para oferecer apoio àqueles que convivem com os transtornos mentais.

Ativos desde março em seus espaços, os grupos Movimente e Equilibrarte começam a receber novos membros a partir de setembro.

Para participar os interessados devem fazer contato com os coordenadores de cada grupo para conhecer melhor o funcionamento e a agenda de reuniões, que ocorrem aos sábados pela manhã.

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Movimente

Igreja Batista de Barão da Taquara - Praça Seca nº 32, Jacarepaguá
Coordenadores: Ana Cristina (tel.: 98876-5808; e-mail: annacrisso@yahoo.com.br) e Simone (tel.: 98428-1482; e-mail: simoneecia@yahoo.com.br )

 

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Equilibrarte

Espaço Contemporâneo - Rua Humberto de Campos nº 315, Leblon Coordenadores: Marisa (tel.:(024)988550520; e-mail: marisaccouto@hotmail.com) e Márcia (tel.: 997636228; e-mail: mastiga43@gmail.com)

 


Para conhecer todos os grupos da rede Entrelaços, CLIQUE AQUI


Baixe de graça o Manual de Psicoeducação para Profissionais de Saúde Mental que Tratam Pessoas com Esquizofrenia!

"Estamos tratando de doenças que atingem a emoção, o sentimento e a relação entre as pessoas, somente por essas vias é que conseguiremos de fato a mudança."

Entrevista com Dr. Leonardo Palmeira, psiquiatra do Programa Entrelaços do IPUB/UFRJ, que escreveu o manual, lançado este ano pela editora Planmark.

Portal Entendendo a Esquizofrenia: Como surgiu a ideia de fazer um manual para profissionais de saúde e qual a proposta dele?

Dr. Leonardo Palmeira: Nesses 18 anos que trabalhamos com pacientes com transtornos mentais graves, particularmente a esquizofrenia, e seus familiares ficou sempre a impressão da falta de informação ser um dos principais obstáculos à recuperação. Em 2009 lançamos com esse objetivo o livro 'Entendendo a Esquizofrenia', em 2013, já com a experiência do Entrelaços no IPUB, lançamos a segunda edição do livro ampliada para atender aos próprios pacientes, incluindo depoimentos de experiências pessoais de recuperação e um capítulo focado neste tema. Porém sempre ficou a sensação de que faltava algo. É comum ouvir das famílias com quem trabalhamos a queixa de que nos serviços onde se tratam não há informação sobre os transtornos mentais, que muitas vezes não sabem o diagnóstico, que profissionais evitam falar diretamente sobre o assunto, há pouco apoio neste sentido para as famílias. Em nosso programa no IPUB já recebemos profissionais de saúde de outros serviços e hospitais para conhecerem nossa metodologia de trabalho, já auxiliamos na criação de grupos de psicoeducação, mas esse trabalho ainda é muito tímido e limitado, porque nossa equipe também é reduzida e já temos bastante envolvimento com as famílias e os pacientes. Então a ideia do manual é apresentar o conteúdo que utilizamos nos seminários de psicoeducação do Programa Entrelaços para os profissionais de saúde mental que trabalham em CAPS, hospitais, ambulatórios e outros serviços poderem utilizar esse conhecimento junto às famílias e aos pacientes.

Portal Entendendo a Esquizofrenia: Como ele pode ser utilizado no trabalho com as famílias?

Dr. Leonardo Palmeira: O manual é dividido em módulos e no início de cada um deles colocamos o número de sessões necessárias e os objetivos com as famílias. Ele pode ser utilizado no formato de seminários, ministrados às famílias pelos profissionais de saúde que se dispuserem a fazer esse trabalho, como ocorre no Entrelaços, ou ele pode ser utilizado como complemento às sessões de terapia em grupo, como, p.ex., grupos de familiares ou de pacientes que já ocorram nos serviços. A nossa intenção é que o material possa contribuir para a atualização dos profissionais de saúde que tratam pessoas com esquizofrenia, municiando-os de informações baseadas nas melhores evidências científicas e que possam ser passadas às famílias e aos próprios pacientes, gerando o debate de ideias, uma maior compreensão do problema e a capacitação para que eles busquem os melhores tratamentos, desenvolvam uma expertise própria para lidar melhor com os conflitos do dia-a-dia e para melhorar a comunicação entre eles. Uma das grandes ênfases do manual é a necessidade de se ter uma visão esperançosa sobre o processo de adoecimento mental, não como algo que sela a vida e as possibilidades da pessoa, mas que traz a necessidade e a oportunidade de mudanças, que são possíveis quando se tem o conhecimento, uma visão positiva sobre si mesmo e seu transtorno e uma atitude construtiva e parceira para com o paciente. O que testemunhamos em nosso programa é uma revolução em cada um, seja familiar ou paciente, que se dispõe a fazer essa travessia, da doença para a saúde, através de uma jornada de conhecimento, conscientização, reflexão e mudança, compreendendo o novo paradigma da recuperação e encontrando um novo sentido para si e para a sua vida, apesar da presença de eventuais efeitos da doença mental. Eu costumo dizer que esse processo de transformação na maneira de encarar a doença mental e na determinação e motivação de vencer as dificuldades não acontece somente com os familiares e pacientes, mas também com os profissionais de saúde que têm o privilégio de ter essa experiência com as famílias. O nosso papel é fundamental nesse processo! A esperança e a mudança de atitude/compreensão desse novo paradigma deve partir de nós, para que possamos contagiar as famílias e os pacientes, que, na maioria das vezes, nos procuram desmotivados e desinvestidos, criando uma atmosfera propícia para que esse trabalho de transformação pessoal se dê nos encontros.

Portal Entendendo a Esquizofrenia: São mais de 2 mil CAPS em todo país, sem contar com ambulatórios e hospitais. Cada serviço desse tem um perfil diferente e a notícia que temos pelas famílias que nos escrevem é que a realidade é muito diversa, alguns prestam bons serviços, em outros existe muita dificuldade em se prestar o atendimento. Como é possível melhorar essa realidade?

Dr. Leonardo Palmeira: Existe a questão do financiamento da saúde mental e, principalmente dos CAPS, que deve ser o dispositivo prioritário, uma vez que ele é o mais capaz de oferecer um tratamento individualizado junto à comunidade. Cada pedaço desse país tem suas particularidades, numa mesma cidade você tem realidades sociais e culturais diferentes e isso precisa ser levado em conta no tratamento da doença mental. Não vou entrar no mérito do financiamento da saúde, senão empacamos e não enxergamos além disso. É claro que precisa de mais investimento, de ampliar a quantidade de CAPS, de profissionais que atuam neles, etc. Mas eu insisto que é necessário uma mudança junto aos profissionais e que essa mudança precisa acontecer na interação, no relacionamento com os pacientes e suas famílias. Cada serviço precisa ter a participação ativa daqueles que são os principais interessados em melhorar a qualidade do atendimento, em disponibilizar os melhores tratamentos, em ampliar a participação social e comunitária do serviço. Como as demandas são diferentes, há necessidade dessa articulação dentro de cada unidade, portanto, são questões que vão além do financiamento público e que colocam pacientes, familiares e profissionais de saúde no centro dessa questão. Nossa experiência no Entrelaços mostra que essa interação pode mudar a forma como familiares, pacientes e profissionais de saúde se relacionam e é justamente aí que está o poder dessa transformação. E isso passa pelo conhecimento e pela compreensão, pela mudança de postura, pelo otimismo e pela esperança de que a mudança é possível e ocorrerá, mais cedo ou mais tarde, tendo a pessoa como o centro do cuidado, baseada em seus próprios recursos e objetivos, sendo valorizada e reconhecida por todos. O manual tem essa pegada, então imagino que cada profissional de saúde, familiar ou paciente possa baixá-lo e ser um multiplicador, assim como são hoje os grupos comunitários formados pelo Entrelaços, que já atuam em cinco diferentes bairros do Rio de Janeiro e atendem centenas de famílias, levando informação e apoio. Estamos tratando de doenças que atingem a emoção, o sentimento e a relação entre as pessoas, somente por essas vias é que conseguiremos de fato a mudança.



Segundo vídeo do Evento Entrelaços 2018: Redes de apoio que fazem a diferença na vida das pessoas!

Este ano o evento de encerramento do Programa Entrelaços debateu a construção de redes de apoio social para as pessoas que convivem com transtornos mentais severos, como a esquizofrenia, iniciativas que se tornaram um elemento central e aglutinador do processo de recuperação em saúde mental, da defesa dos direitos dos usuários e de seus familiares e do apoio mútuo com a possibilidade de formação de novos laços sociais que fortalecem vínculos e ampliam horizontes.

A segunda parte do encontro debate experiências de construção de redes de apoio que deram certo e unem pares em torno do mesmo propósito.

Margarete BritoMargarete Brito conta sua luta para trazer o canabidiol, composto da maconha que trata a convulsão de sua filha, até conseguir fundar a APEPI e regulamentar o uso da substância junto a ANVISA, beneficiando milhares de pacientes.


Rosane NagibRosane Nagib, que participou do Programa Entrelaços em 2015, fala de suas duas visitas a Fountain House, em Nova Iorque, casa idealizada para ser um espaço de apoio e integração entre pares que passam pela experiência da doença mental e se recuperam através do trabalho, das artes e de outras iniciativas sociais que ocorrem dentro da casa, criada e coordenada por eles.


Eduardo VasconcellosEduardo Vasconcellos nos conta a história dos movimentos de associações e de pares em saúde mental no Brasil, da qual é testemunha e também protagonista com a criação do Projeto Transversões, que cria grupo de pares em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).


sarau entrelaçosO evento deste ano foi abrilhantado pelo Sarau Entrelaços, grupo de músicos que se reuniu para ensaiar um pequeno concerto exclusivamente para o evento. Eles se reuniram durante algumas semanas no Centro Municipal de Saúde em Botafogo, onde também acontece o Grupo Construindo Horizontes.


Esperamos que o vídeo estimule as pessoas que convivem com o transtorno mental a se unirem e a juntarem as forças, reivindicando seus direitos, apoiando-se mutuamente, lutando contra o estigma e a favor da recuperação e da cidadania.


Especial Maconha e Psicose: O Sistema Endocanabinóide.

Parte 2 - O Sistema Endocanabinóide

No último artigo fizemos uma introdução mostrando o grande problema de saúde pública que é a maconha, revelando o aumento no consumo da droga nos EUA desde 1970. Hoje vamos compreender melhor a importância do sistema endocanabinóide no cérebro e na nossa vida e porque a maconha pode ter um efeito negativo para algumas pessoas suscetíveis, prejudicando seu funcionamento na sociedade.

O sistema endocanabinoide é um dos sistemas neurotransmissores mais complexos que possuímos. Para vocês terem uma ideia, nós possuímos substâncias análogas às da maconha, como o THC e o CBD, produzidas pelo próprio cérebro e que estimulam o sistema de forma fisiológica. Ou seja, mesmo a pessoa que nunca usou a maconha tem o sistema endocanabinóide estimulado por canabinóides endógenos (produzidos pelo próprio corpo). Os dois endocanabinóides mais conhecidos são o 2-AG e a anandamida.

Esse sistema não armazena os neurotransmissores (diferente p.ex. do sistema da serotonina), que são produzidos “on demand”, de acordo com a necessidade do cérebro. Depois da ação dos endocanabinóides nos receptores, eles são internalizados e degradados pelos neurônios. Os neurotransmissores podem também se espalhar e modular outros alvos, através da ação em neurônios vizinhos. Esse sistema também é um sistema de resposta lenta, que se regula ou desregula gradativamente.

A anandamida é o endocanabinóide mais ativo nas fases do desenvolvimento do Sistema Nervoso Central (SNC), responsável pela regulação da migração de neurônios e a formação de novas sinapses, fundamentais para as conexões entre diferentes áreas cerebrais. Na vida adulta a anandamida tem um papel na adaptação ao estresse e o 2-AG um papel modulador da homeostase cerebral, ou seja, do equilíbrio químico do cérebro. Perceberam a importância do sistema endocanabinoide na nossa vida?

Esse sistema está presente e tem importância em diferentes áreas do cérebro e regulando diferentes funções, desde o movimento, a coordenação, a sensação e a visão, até a memória, o juízo e a sensação de recompensa.

O sistema endocanabinóide tem uma relação estreita com os sistemas de dopamina, glutamato e GABA, exercendo um papel modulador desses sistemas. Através do glutamato, o sistema endocanabinóide estimula o sistema dopaminérgico e, através do GABA, ele o inibe. Essa é a principal via pela qual o sistema endocanabinóide está relacionado à psicose e, particularmente, à esquizofrenia, mas a isso retornaremos mais adiante.

O sistema endocanabinóide também tem um papel central em processos inflamatórios do SNC. Existem receptores canabinóides em células do sistema imunológico que podem ativá-las a exercer um papel de defesa aos neurônios agredidos pelo estresse crônico.

Existem receptores canabinóides também no hipocampo, região cerebral responsável pela formação de novas memórias, em receptores que tem um papel central nas convulsões, por isso a ação anticonvulsivante do canabidiol (CBD), através da qual ele se tornou mais conhecido e liberado por órgãos de saúde de diferentes países, dentre eles o Brasil.

A essa altura você pode estar pensando: se o sistema endocanabinóide é tão importante para funções tão fisiológicas, então a maconha, por estimulá-lo, deve ser benéfica. Não é bem assim! A maconha tem uma concentração maior de THC do que de CBD e o THC desregula a ação fisiológica desse sistema, tanto a curto como a longo prazo, comprometendo essas importantes funções.

A maconha altera, p.ex., a percepção do tempo (o tempo passa mais lentamente), a percepção de cores e de experiências subjetivas, salientando estímulos, que passam a ter uma importância peculiar, muitas vezes não compartilhadas pelas outras pessoas. A exemplo disso estão amizades sociais aumentadas em função da droga e “valores” como o contentamento ou conformismo com o ostracismo e o isolamento social. Essa passividade pode inclusive ser explicada pela ação da própria droga no sistema de recompensa do cérebro, diminuindo o reforço positivo e a motivação para atividades que podem gerar prazer ou satisfação, à exceção do uso da própria droga.

A maconha também pode provocar alterações da memória, criando falsas associações que passam a ter o mesmo peso das reais, gerando uma dificuldade de diferenciar a realidade da fantasia. Essa é uma das explicações para a psicose causada pela maconha, que veremos em maior detalhe no próximo artigo.

Isto ocorre porque uma das funções do sistema endocanabinóide no hipocampo é coordenar os múltiplos inputs que chegam ao cérebro e fazer a checagem de erros para a formação de novas associações. Associações mais fluidas permitem a criatividade, porém associações com erros de checagem levam a falsas memórias, que serão evocadas pelos mesmos circuitos da memória normal, sem distinção, gerando delírios, pelo fato da pessoa não ser capaz de distinguí-las das memórias reais.

Exames de imagem cerebral comprovaram essas teses. Alguns usuários de maconha tiveram menor volume da substância cinzenta do hipocampo, encurtamento de dendritos e menor densidade de neurônios, mesmo após meses de abstinência, corroborando a tese de que os efeitos negativos da maconha podem persistir mesmo depois de cessado seu uso.

No próximo artigo veremos mais a fundo as razões para a psicose induzida pela maconha.


Agenda do Dr Leonardo para o Primeiro Semestre de 2019.

Prezados pacientes, gostaria de comunicá-los a respeito de minha agenda do primeiro semestre de 2019 para que possam se organizar em relação à marcação de consultas. Atenderei até o dia 04/01/19, depois saio de férias e retorno no dia 21/01/19.

Não haverá atendimento nos seguintes períodos:

Janeiro

05 a 20 – Férias

Fevereiro

Atendimento normal

Março

02 a 06 – Carnaval

Abril

19 a 23 - Paixão de Cristo / Páscoa e Dia de São Jorge

Maio

01 - Dia do Trabalho

16 a 29 - Congresso Americano de Psiquiatria - São Francisco/EUA

Junho

20 - Corpus Christi

Peço sua especial atenção para os meses de janeiro, em função das férias, e maio, em função do período do congresso de São Francisco. Antecipe sua consulta e evite imprevistos de última hora.

Um abraço,

Dr Leonardo Palmeira


Primeiro vídeo do Evento Entrelaços 2018: Depoimentos pessoais que nos enchem de esperança!

Este ano o evento de encerramento do Programa Entrelaços debateu a construção de redes de apoio social para as pessoas que convivem com transtornos mentais severos, como a esquizofrenia, iniciativas que se tornaram um elemento central e aglutinador do processo de recuperação em saúde mental, da defesa dos direitos dos usuários e de seus familiares e do apoio mútuo com a possibilidade de formação de novos laços sociais que fortalecem vínculos e ampliam horizontes.

A primeira parte do encontro conta com o relato das experiências pessoais das pessoas que participaram do Programa Entrelaços neste ciclo de trabalho, que se iniciou em 2017.

paula guatimosimPaula Guatimosim conta sua trajetória no cuidado com o seu filho, inicialmente no setor privado e, depois, no setor público, onde descobriu diferenças importantes na filosofia do cuidar. Ela fala do quanto o Programa Entrelaços foi transformador em sua vida e mudou sua forma de encarar e compreender a doença mental.


mariah e rafaelMariah e Rafael falam da cumplicidade e do apoio mútuo que desenvolveram ao longo dos dois últimos anos e que possibilitou a adoção do pequeno Gabriel. Mariah fala de sua superação com a chegada do filho e da maternidade.


abielAbiel, pai de Jônatas, conta sua trajetória com sua família, ajudando o filho a superar as dificuldades e a chegar onde chegou, ressaltando a importância do Programa Entrelaços na conscientização sobre a doença e na capacitação para lidar com os novos desafios, como a música e o trabalho.


gustavoGustavo Baptista é músico e guitarrista da Bandazê e do Grupo Harmonia Enlouquece e já havia se apresentado no evento do Entrelaços no ano passado. Esse ano ele decidiu dar seu depoimento sobre sua trajetória e como tem conseguido se conscientizar sobre sua vulnerabilidade e procurar vencer os sintomas e as dificuldades.


sarau entrelaçosO evento deste ano foi abrilhantado pelo Sarau Entrelaços, grupo de músicos que se reuniu para ensaiar um pequeno concerto exclusivamente para o evento. Eles se reuniram durante algumas semanas no Centro Municipal de Saúde em Botafogo, onde também acontece o Grupo Construindo Horizontes.


Esperamos que o vídeo traga mais esperança e inspiração para todos que se propõem a lutar pelos seus ideais e a vencer seus obstáculos na busca de um futuro melhor. Aproveitem!