Remédios anticolinérgicos para depressão e Parkinson aumentam risco de demência.

O uso prolongado de determinados medicamentos utilizados no tratamento de depressão, Parkinson e incontinência urinária aumenta o risco de demência. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico BMJ, pessoas que tomaram esses remédios, prescritos especialmente para idosos, por mais de um ano apresentaram uma probabilidade 30% maior de desenvolver a doença.

Os anticolinérgicos, que atuam bloqueando os efeitos da acetilcolina, molécula neurotransmissora que afeta o humor, o movimento e a bexiga, já foram associados a outros problemas de saúde como quedas, confusão e problemas de memória. Mas esse estudo é o primeiro a relacionar o uso desses medicamentos ao aumento do risco de demência.

Demência e anticolinérgicos

A pesquisa analisou o risco de demência de início recente em cerca de 350.000 idosos no Reino Unido. Usando informações recolhidas no Banco de Dados de Pesquisa Clínica do Reino Unido, eles buscaram identificar 40.770 pacientes com idades entre 65 e 99 anos diagnosticados com demência entre abril de 2006 e julho de 2015. Para comprovarem a relação entre a demência e os anticolinérgicos, os pesquisadores compararam quantas doses diárias dessa medicação foram prescritas entre um intervalo de tempo de quatro a vinte anos anteriores ao estudo.

“No total, 27 milhões de prescrições foram analisadas durante esse período. Descobrimos que cerca de 9% dos pacientes com demência haviam tomado anticolinérgicos no passado, em comparação com cerca de 6% dos pacientes no grupo de controle, no qual havia 30.000 indivíduos”, disse George Savva, principal autor do estudo, durante coletiva de imprensa.

Esse resultado indica que pacientes com um novo diagnóstico de demência tiveram significativamente mais exposição a medicamentos anticolinérgicos durante o período de estudo do que aqueles sem a doença.

A probabilidade de um indivíduo aleatório desenvolver demência é de 10%. Entretanto, o uso de anticolinérgicos aumenta esse risco para 13%.

Fatores de risco

Os anticolinérgicos como amitriptilina (usado para tratar a depressão), oxibutinina (incontinência urinária) e prociclidina (doença de Parkinson), por exemplo, foram associados a um risco aumentado em cerca de 30% no desenvolvimento de demência. “Para os urológicos e antidepressivos, há uma associação bastante clara entre o uso a longo prazo e a incidência de demência. Para medicamentos antiparkinsonianos, o risco existe, mas há muito menos dessas prescrições no banco de dados, então há muito menos certeza”, afirmou Savva.

Apesar de o risco ser consideravelmente alto, os cientistas ainda não sabem determinar os motivos que levam ao aumento do risco de demência entre pessoas que tomam certos medicamentos anticolinérgicos.

Além disso, essa porcentagem é menor do que a associada a outros fatores de risco para a demência, como tabagismo, isolamento social e inatividade física. De acordo com um estudo realizado no ano passado, esses fatores relacionados ao estilo de vida mostraram um aumento de 40% a 60% na probabilidade de desenvolver demência.

Alzheimer e demência

Demência é uma determinação genérica que classifica todas as formas de doenças que causam declínio no funcionamento cerebral de um indivíduo. Já o Alzheimer é a forma mais comum da doença, representando 60% a 70% dos casos de demência, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a Mayo Clinic, uma instituição de pesquisas médica dos Estados Unidos, até o momento sabe-se que os níveis de acetilcolina são significativamente mais baixos em pessoas com Alzheimer. Portanto, algumas drogas anticolinérgicas podem bloquear a atividade normal da acetilcolina em regiões do cérebro associadas à memória e à cognição, resultando em sintomas do Alzheimer.

“Há também algumas evidências de que os anticolinérgicos podem afetar a neuroinflamação. Assim, uma rota presumida é que ela pode criar uma cascata inflamatória, que leva à deposição de tau e amiloide”, comentou Savva. Tau e amiloide são proteínas encontradas nos cérebros de muitos pacientes com demência, particularmente aqueles com Alzheimer.

Recomenda-se cautela

Segundo o Martin Rossor, professor de neurologia clínica da University College London, na Inglaterra, o estudo foi de natureza observacional, o que torna difícil tirar conclusões definitivas sobre a causalidade. “É importante ser cauteloso sobre as associações, pois elas não provam a causa. Por exemplo, a depressão é comum antes do início da demência e, portanto, aqueles indivíduos que recebem um antidepressivo com efeitos anticolinérgicos podem já ter uma doença como Alzheimer que levará à demência em dez anos”, alertou.

No entanto, esses mesmos resultados alertam os médicos sobre a necessidade de procurar alternativas viáveis para evitar prescrever anticolinérgicos sempre que possível. Os pesquisadores também alertam que os pacientes devem sempre consultar seus médicos antes de mudar qualquer regime de medicação.

Fonte: Veja.com


Celular na hora de dormir está ligado a depressão em adolescentes.

Muitos jovens têm o hábito de ficar no celular até altas horas da noite. Os motivos são vários, e a internet oferece diversas formas de entretenimento. Porém, este hábito pode não apenas desregular o relógio biológico de nosso corpo, como também prejudicar nossa saúde mental e sensação de bem estar. Um estudo de longa duração realizado pela Universidade de Murdoch, na Austrália, mostrou como o uso de celular a noite está relacionado a uma saúde mental fragilizada.

Segundo Lynette Vernon, que conduziu a pesquisa, o número de adolescentes que mandam mensagens pelo celular durante as horas destinadas ao sono vêm aumentando a cada ano. Para ela, este aumento está conectado com uma crescente falta de descanso presente entre os adolescentes, o que causa um decréscimo na sensação de bem estar.

Como o estudo foi feito

Durante um pouco mais de quatro anos, um grupo de 1.101 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos, foram acompanhados durante o período escolar. Todos eles tinham hábitos noturnos com seus celulares, o que causava um sono de menor qualidade. Ao serem questionados sobre seus estados emocionais, relataram sensação de baixa autoestima, dificuldades de raciocínio e tendências depressivas. Estes sintomas influenciaram diretamente em seu rendimento escolar.

Um fato assustador, é que os próprios adolescentes afirmam que se sentem estressados, pois no momento em que a noite chega, eles são incapazes de se desconectarem de seus celulares.

Outros estudos apontam para o problema

Um estudo de menor escala, ocorrido em 2014, feito por Elizabeth Englander, professora de psicologia na Universidade estadual de Bridgewater, acompanhou 642 adolescentes e descobriu que 80% deles mantinham o hábito de mexer no celular a noite ao invés de dormir, perdendo até duas horas de sono diárias. 45% dos participantes disseram estar lutando contra a depressão.

O que fazer para evitar que isso ocorra

É necessário dialogar com os filhos e estabelecer limites, para que o uso excessivo do celular não acabe gerando maiores problemas em um futuro próximo. O rendimento das crianças e adolescentes em diversas áreas de suas vidas pode ficar comprometido caso este auxílio não ocorra. Veja algumas dicas concebidas pela psicóloga Marina Vasconcellos, para que você possa ajudar seus filhos a se desconectarem do celular a noite:

Desabilite as notificações

Para que você possa dormir sem distrações, é importante desativar quaisquer sons que seu celular possa produzir, para que não ocorra a tentação de ver o que acontece na tela, desviando sua concentração do sono.

Compre um despertador

Ao desligar o celular durante a noite, e optar por um despertador tradicional para acordar no dia seguinte, você elimina pouco a pouco a conexão entre o uso de celular e a hora de dormir.

Não tenha medo de desligar

Se for para relaxar, numa viagem ou num final de semana, não tenha receio de desligar o celular. A maior parte dos seus problemas pode esperar até a segunda-feira. A fácil conexão entre as pessoas pode ser benéfica em casos de emergências, mas também pode ser prejudicial no momento em que lhe deixa prisioneiro de sua rotina.

Procure um especialista

Caso não consiga bloquear o uso do celular na hora de dormir, e isto esteja lhe causando mal estar e estresse, é válido buscar ajuda de um especialista. Marina faz uma ressalva: "Procure um profissional que esteja familiarizado com esse tipo de problema, evitando conselhos que envolvam a proibição da internet no celular. As conexões são cada vez mais necessárias, portanto, o cuidado deve focar em preservar sua rotina além da dependência dos aparelhos", conclui.

Fonte: minhavida.com.br


‘Mapa genético’ da depressão abre caminho para novos tratamentos.

Equipe internacional de cientistas identifica 44 variantes genéticas relacionadas com a doença que afeta 300 milhões de pessoas no mundo.

Mesmo com vivências parecidas, duas pessoas podem ter respostas diferentes em relação à depressão. Para os cientistas, parte da resposta para essa questão está na genética. Por esse motivo, uma equipe internacional formada por mais de 200 pesquisadores conduziu um estudo sem precedentes para identificar genes relacionados ao distúrbio mental. Os resultados, publicados na revista “Nature Genetics” revelam 44 variantes genéticas, ou loci, com associação estatisticamente significativa com a doença.

— Nós mostramos que todos nós carregamos variantes genéticas para a depressão, mas aqueles com uma carga maior são mais suscetíveis — explicou a colíder do estudo Naomi Wray, pesquisadora na Universidade de Queensland, na Austrália. — Nós sabemos que muitas experiências de vida também contribuem para o risco de depressão, mas identificar os fatores genéticos abre novas portas para pesquisas dos fatores biológicos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 300 milhões de pessoas que sofrem de depressão, sendo a principal causa de problemas de saúde e incapacidade para o trabalho no mundo. Em casos extremos, a condição pode levar ao suicídio, que mata 800 mil pessoas todos os anos. Mesmo com esses números, o tratamento não é oferecido a todos. Em muitos países, menos de 10% dos pacientes são atendidos. Com a identificação das variantes genéticas para a doença, novos tratamentos podem ser desenvolvidos.

— Este estudo é um divisor de águas — afirmou Patrick Sullivan, professor da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, que também esteve à frente das pesquisas. — Descobrir a base genética da depressão foi muito difícil. Um número imenso de pesquisadores em todo o mundo colaborou para fazer este artigo, e agora nós temos uma visão mais profunda sobre a base dessa doença terrível. Com mais trabalho, seremos capazes de desenvolver ferramentas importantes para o tratamento e até mesmo a prevenção deste mal.

GENES ASSOCIADOS COM A ESQUIZOFRENIA

Os cientistas revisaram estudos já realizados no campo, com a análise de dados de 135 mil pacientes com depressão e 344 mil controles. Das 44 variantes genéticas encontradas, 14 já haviam sido identificadas em artigos científicos, mas as outras 30 foram identificadas pela primeira vez. Além disso, foram identificados 153 genes significativos, e descoberto que a depressão compartilha seis variantes genéticas associadas com a esquizofrenia.

Os resultados também indicam que algumas variantes se relacionam com outras desordens mentais, como ansiedade e desordem bipolar. Mas a parte do DNA que predispõe para a obesidade também eleva o risco para depressão. Como esperado, muitos dos genes identificados agem sobre o crescimento e o funcionamento dos neurônios, sobretudo no córtex pré-frontal e no cingulado anterior. De acordo com Gerome Breen, algumas das variantes genéticas identificadas estão relacionadas a neurotransmissores como a serotonina, onde os atuais medicamentos atuam, mas outras apontam para novos mecanismos biológicos que podem ser alvo de novas drogas.

— A esperança é que nos novos dados nós identifiquemos novos processos que possam ser alvo de novos tipos de drogas, com mecanismos de ação diferentes das medicações existentes — afirmou Breen, ao “Guardian”, destacando que os tratamentos existentes são ineficazes para metade dos pacientes.

Um trabalho anterior com gêmeos sugere que a genética responde por cerca de 40% da depressão, com o resto sendo influenciado por outros fatores biológicos e experiências de vida. Se as pessoas forem ranqueadas de acordo com o número de fatores genéticos de risco que carregam, os primeiros 10% têm duas vezes e meia mais chances de desenvolver a depressão que os últimos 10%.

Segundo Cathryn Lewis, professora de estatística na universidade King’s College, em Londres, mesmo triplicando o número de variantes genéticas associadas à depressão, é possível que a ciência tenha descoberto apenas uma pequena fração dos loci envolvidos com a doença.

— Nós sabemos que milhares de genes estão relacionados com a depressão, com cada um contribuindo com um efeito muito modesto sobre o risco de uma pessoa — explicou Cathryn, ao “Guardian”. — Certamente não existe um gene único para a depressão.

Fonte: O Globo


Novos avanços para controlar alucinações auditivas na esquizofrenia.

Pacientes com alucinações auditivas verbais (AAV) que não responderam ao tratamento podem apresentar melhora com duas novas técnicas, mostram novas pesquisas.

Um estudo realizado pelo Dr. Alexandre Dumais, do Institute Philippe Pinel de Montreal (Canadá), incluiu mais de 50 pacientes com esquizofrenia com AAV refratárias ao tratamento. Os pacientes foram aleatoriamente designados para serem submetidos a uma terapia computadorizada na qual criaram um avatar de seus algozes antes de enfrentá-los, ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC) padrão.

Os pacientes que realizaram a terapia com avatar não apenas tiveram melhorias significativas nas alucinações auditivas verbais, mas também nos níveis de sintomas de ansiedade e esquizofrenia, e na qualidade de vida. Ambos grupos de pacientes demonstraram uma melhoria nos escores de depressão.

Os pesquisadores observam que, embora o estudo envolva um pequeno número de pacientes, os resultados, no entanto, embasam a superioridade da terapia com avatar nas alucinações auditivas verbais.

"O presente estudo contribuirá para a validação de uma nova abordagem inovadora, respondendo a uma necessidade clínica fundamental", escrevem eles.

Em um segundo estudo, o Dr. Jean-Pierre Lindenmayer, professor clínico do Departamento de Psiquiatria da NYU Langone Health, Nova York (EUA), designou aleatoriamente quase 30 pacientes para receber estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) ativa ou simulada, uma técnica de neuroestimulação não invasiva.

Com o tratamento ativo, os pacientes apresentaram melhoras significativas nos escores em uma medida que avalia alucinações auditivas. As melhoras incluíram reduções no número e na frequência das vozes ouvidas, bem como um aumento da memória de trabalho.

Os pesquisadores observam que seus resultados "indicam que pacientes antes ultrarresistentes a tratamentos antipsicóticos, e que receberam tratamento prolongado com ETCC, apresentaram diminuição significativa das alucinações auditivas e da psicopatologia como um todo".

Os dois estudos foram apresentados no Encontro Bienal da Schizophrenia International Research Society (SIRS) 2018.

Terapia com avatar

Até 70% dos pacientes com esquizofrenia apresentam alucinações auditivas verbais. Embora a terapia farmacológica reduza tais alucinações na maioria dos pacientes, aproximadamente um terço deles segue ouvindo vozes, o que pode ser extremamente angustiante.

A terapia cognitivo-comportamental obteve sucesso moderado na redução das alucinações auditivas verbais. Técnicas baseadas em computador têm se mostrado promissoras para pacientes com esquizofrenia, permitindo-lhes entrar em diálogo com as próprias "vozes".

Depois de realizar um estudo-piloto bem-sucedido de uma terapia com avatar em 15 pacientes com AAV refratária, Dr. Dumais e colaboradores iniciaram um estudo randomizado maior de pacientes adultos com esquizofrenia resistente ao tratamento ou transtorno esquizoafetivo que estavam ouvindo vozes persecutórias. Os pacientes não responderam a ≥ 2 ensaios com medicamentos antipsicóticos.

Os pacientes foram aleatoriamente designados com cegamento simples para receber terapia com avatar ou TCC.

A terapia com avatar consistiu em nove sessões semanais. Na primeira sessão os pacientes criaram um avatar. Nas oito sessões terapêuticas seguintes, os pacientes foram confrontados com uma reprodução da própria experiência alucinatória, e foram encorajados a entrar em diálogo com seu algoz virtual.

A TCC envolveu nove sessões semanais, consistindo em módulos de aprendizagem e designação de tarefas que eram focadas na normalização das alucinações e nos mecanismos de enfrentamento.

No início e no pós-tratamento, os pacientes foram submetidos à avaliação das alucinações auditivas verbais com a Escala de Graduação de Sintomas Psicóticos (EGSP; Psychotic Symptoms Rating Scale). Os desfechos secundários incluíram mudanças nos escores de ansiedade, sintomas, depressão e escalas de qualidade de vida.

O Dr. Dumais apresentou resultados preliminares para 52 pacientes, dos quais 30 receberam terapia com avatar e 22 TCC. Oitenta e três por cento dos pacientes tinham diagnóstico de esquizofrenia. O restante tinha transtorno esquizoafetivo.

A maioria (67%) dos participantes era do sexo masculino, e a média de idade foi de 41 anos. Os pacientes eram tipicamente brancos (85%), solteiros (75%), e desempregados (77%).

Melhora significativa

Os pacientes submetidos à terapia com avatar apresentaram melhora significativa nos escores das subescalas total (P = 0,001), angústia (P < 0,001) e frequência (P < 0,029) da EGSP.

Além disso, os pacientes que receberam terapia com avatar tiveram melhorias significativas nas pontuações de estado (P = 0,046) e de traço (P < 0,001) na Avaliação do Estado e Traço de Ansiedade, bem como melhorias nas pontuações total (P = 0,002), positiva (P = 0,001) e geral (P = 0,003) na Escala de Síndromes Positiva e Negativa.

Os pacientes que receberam terapia com avatar também mostraram melhora significativa nos escores de qualidade de vida total (P = 0,002) no Questionário de Satisfação e Qualidade de Vida.

Pacientes nos grupos de terapia com avatar e TCC mostraram melhoras significativas nos escores total e cognitivo na Escala de Depressão de Beck.

O Dr. Dumais disse ao Medscape que as melhoras observadas com a terapia com avatar em comparação com a TCC podem ser devidas ao fato de que o avatar se aproxima mais de uma "experiência real".

Ele observou que, com a TCC, o paciente precisa descobrir estratégias de enfrentamento avançadas e executá-las. Por outro lado, a terapia com avatar é interativa, de forma que os pacientes experimentam imediatamente a voz em tempo real, disse o Dr. Dumais.

Ele explicou que a técnica é, em essência, um desenvolvimento da técnica da "cadeira vazia", na qual o paciente é encorajado a imaginar que seu algoz está sentado em uma cadeira vazia na frente dele.

O Dr. Dumais observou que a terapia com avatar é particularmente popular entre os pacientes mais jovens.

"Muitos deles realmente não queriam fazer nenhuma psicoterapia porque a acham chata, porque estão vendo um terapeuta, mas isso é uma coisa de alta tecnologia, então eles querem vir; eles acham divertido", disse ele.

Estimulação cerebral

No segundo estudo, Dr. Lindemayer e colaboradores inscreveram 28 pacientes internados com esquizofrenia que tinham alucinações auditivas verbais refratárias que persistiram por mais de cinco anos. Os pacientes foram aleatoriamente designados para receber ETCC ativa ou simulada.

O tratamento com ETCC foi administrado em sessões de 20 minutos duas vezes ao dia por cinco dias consecutivos usando o estimulador de dois canais CHA-1335 (Chattanooga). A duração do tratamento foi de quatro semanas e os pacientes completaram uma bateria de avaliações no início e após o tratamento.

Os dois grupos de tratamento foram comparáveis em termos de características iniciais. Vinte e um pacientes completaram o estudo; três pacientes abandonaram o grupo de tratamento ativo com ETCC e quatro do grupo controle abandonaram o estudo após receberem alta hospitalar.

O tempo de internação psiquiátrica variou de um a 25 meses (média de 2,9 meses), e os pacientes estavam recebendo vários medicamentos antipsicóticos.

Os que receberam ETCC ativa apresentaram reduções significativas nas pontuações totais na Escala de Graduação de Alucinações Auditivas (Auditory Hallucinations Rating Scale) em comparação com os pacientes que receberam tratamento simulado (P = 0,025), bem como reduções significativas nas pontuações nas subescalas de frequência de alucinação auditiva (P = 0,044) e duração da alucinação (P = 0,033).

A ETCC ativa foi associada a melhoras significativas na memória de trabalho em comparação com o tratamento simulado (P = 0,046). Nenhuma outra alteração significativa foi observada.

A equipe concluiu que "a ETCC pode ser eficaz não apenas para pacientes ambulatoriais com maior funcionalidade, mas também pode ser adaptada e usada para pacientes com esquizofrenia crônica e muito menos funcionais, e que tenham alucinações auditivas verbais refratárias a medicamentos".

Não foi declarado financiamento para os estudos. Os pesquisadores não declararam conflitos de interesses relevantes.

Encontro Bienal da Schizophrenia International Research Society (SIRS) 2018. Pôster S58, apresentado em 7 de abril de 2018; e pôster T43, apresentado em 5 de abril de 2018.

Fonte: Medscape.com


Dia Mundial do Transtorno Bipolar.

O transtorno bipolar é caracterizado por alterações marcantes do humor, energia e níveis de atividade que afetam a habilidade da pessoa de lidar com as tarefas do dia a dia. Todo mundo pode sentir mudanças de humor, mas elas não são duradouras e nem associadas a mudanças do nível de energia ou do comportamento. E para ampliar o debate sobre o tema e eliminar o estigma social, 30 de março é comemorado o Dia Mundial do Transtorno Bipolar. A data é celebrada no dia do aniversário do pintor Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado, postumamente, como provável portador do transtorno.

Como parte do aprimoramento da Política Nacional de Saúde Mental, o Ministério da Saúde lançou, em dezembro de 2017, a possibilidade de os municípios implantarem equipes multiprofissionais de saúde mental (AMENT) justamente para atender a demanda como a de pacientes bipolares, que necessitem de consultas, psicoterapia e suporte em assistência social.

Para esclarecer mais sobre o assunto, confira a entrevista sobre o transtorno bipolar com a psiquiatra Doris Moreno, do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O que é o transtorno bipolar?

Doris Moreno: O transtorno bipolar (TB) é uma doença do cérebro, geneticamente determinada, que se inicia na infância/adolêscencia ou no adulto jovem e evolui em crises de depressão, ansiedade/mistas e de hipo/mania (expansividade/irritabilidade e aumento de energia) ao longo da vida.

Como posso identificar o transtorno bipolar?

DM: O transtorno bipolar é identificado pelas fases de hipomania e de mania. A mania é caracterizada por irritabilidade/agressividade/pavio-curto, expansividade do humor e aumento da energia. Estes pacientes chamam a atenção porque interagem muito mais e com impaciência e pressa. Existe uma sensação de aceleração de pensamentos e a pessoa pode ficar mais falante (pessoalmente, ao celular, no Facebook, etc), dificuldade de concentração, e os pensamentos são enviesados para o positivo. Por exemplo, grandiosidade, megalomania, achar-se sempre na razão, melhor que os outros, ficar mais irônico, arrogante ou cínico. Como consequência a pessoa pode ter planos insensatos e grandiosos, muitas ideias e dar o passo maior que a perna nos negócios, nos esportes, no trabalho, na direção veicular arriscada, etc.Os impulsos podem aumentar: mais uso de álcool/drogas, mais gastos/presentes e dívidas, maior libido - aumento da atividade sexual, das paixões, mais sedutor, consumo de pornografia, etc, mais piercings/tatuagens e visual mais chamativo ou bizarro. Bastam 7 dias neste estado para se fazer o diagnóstico. A mania caracteriza como transtorno bipolar de tipo I, a forma clássica da doença. Uma característica grave é a perda da auto-crítica e assim o paciente pode arruinar finanças, reputação, saúde, relacionamentos interpessoais, etc.

A hipomania é a mania leve, muito comum e pouco diagnosticada, que pode durar poucos dias, com os mesmos sintomas, mas sem a mesma gravidade. Ela traz consequências nos relacionamentos por causa da irritabilidade e impaciência com os outros, principalmente os mais próximos. O paciente se sente melhor que o habitual, ou os outros percebem que ela mudou. Em geral o paciente fica obstinado por alguma coisa: ele faz, pensa ou quer exageradamente ou obstinadamente alguma coisa e o foco da vida fica centrado nisso - em alguma pessoa, projeto, compra, viagem, programa, etc. Pode até varar noites na atividade. No transtorno bipolar de tipo II o paciente nunca teve mania, somente crises de hipomania de pelo menos 4 dias de duração durante a vida.

Em ambos os casos (mania e hipomania), há episódios de depressão, mas isso também acontece nas pessoas que não são bipolares. Existe a depressão unipolar e a bipolar, que faz parte das crises do transtorno bipolar. Na depressão aparecem humor deprimido ou perda de interesse, perda da capacidade de sentir prazer nas coisas da vida, dificuldade de raciocínio, cansaço, apatia, falta de energia/ânimo, negativismo e pessimismo, entre outros pensamentos negativos, inclusive de desesperança e morte em casos mais graves.

A insonia é frequente na depressão e na mania a necessidade de dormir diminui. O TB é a doença de maior risco de suicídio e está associada a taxas maiores de doenças cardio-vasculares e enxaquecas.

Qual a importância do apoio familiar no transtorno bipolar?

A família é quem costuma alertar o paciente de que não está bem e precisa buscar auxílio, principalmente se a depressão for grave. Na mania às vezes o paciente não aceita que precisa de tratamento e também é a família que precisa intervir.
É a família que auxilia na correta tomada da medicação, apoia o paciente durante as crises e leva ao médico. Quando melhora, continua ajudando no cuidado do dia a dia. Por outro lado a família e o paciente necessitam de apoio e psicoeducação para entender o transtorno bipolar e conseguir atenuar as novas crises, inclusive preveni-las cada vez melhor.

Qual o tratamento disponível no SUS e como conseguir os medicamentos?

O tratamento é com medicamentos estabilizadores do humor, que se obtém nos postos de saúde - lítio, ácido valproico e carbamazepina, e outros utilizados em casos de não resposta, que fazem parte da lista de alto custo do SUS: olanzapina, quetiapina, risperidona, lamotrigina.

O que fazer em caso de uma crise? Como agir para ajudar outra pessoa em caso de crise?

É preciso levar ao médico para tratamento medicamentoso. Em casos de depressão grave com risco de vida, deve-se levar ao pronto socorro. Na mania e na hipomania é preciso convencer o paciente a tomar remédios. Se ele se recusar e correr riscos pessoais, ele precisa da proteção de uma internação, como se indica em quaisquer quadros médicos graves. Infelizmente com frequência não há acesso a tratamento adequado, por falta de vagas e de acesso a médicos e medicamentos.

Fonte: Blog da Saúde/ Ministério da Saúde


Depressão pós-parto também pode afetar os pais.

Um relatório no Journal of the American Medical Association alerta que 10% dos homens de todo mundo apresentam sinais de depressão, muitas vezes referido como depressão pós-parto (PPPD), desde o primeiro trimestre da gravidez de sua esposa até seis meses após a criança ter nascido. O impressionante é que esse é mais do dobro da taxa de depressão comuns nos homens, de acordo com James F. Paulson, autor principal da pesquisa.

Quando os homens começam a se sentir ansiosos, vazios ou fora de controle, eles não entendem e não pedem ajuda, então sofrem de uma depressão silenciosa. Já as mulheres tendem a compartilhar histórias e estratégias durante a gravidez e a vida como mãe. Os especialistas acreditam que a depressão pós-parto nos homens pode ser mais prevalente agora porque esta geração de pais está sentindo os mesmos estresses psicológicos, sociais e econômicos que algumas mães experimentaram há muito tempo.

A depressão nos homens geralmente se manifesta de forma diferente da das mulheres. Os homens podem sentir-se inúteis, perder o interesse pelo sexo ou atividades que costumavam trazer alegria, se envolver em comportamentos tão arriscados como abuso de álcool ou drogas, jogos de azar ou assuntos extraconjugais e passar mais tempo que o normal no trabalho.

Coloque na cabeça que esse é um problema familiar, que vocês devem enfrentar juntos. Vá atrás de uma ajuda profissional e procure grupos de suporte e sites que forneçam fatos sobre PPPD e atuam como um fórum online onde os homens podem compartilhar seus sentimentos.

Fonte: Pais e Filhos


Depressão altera cérebro ao longo dos anos.

Clinicamente, a depressão é sempre a mesma doença ou ela muda ao longo do tempo? Um novo estudo com base em exames de imagem do cérebro conduzido por pesquisadores do Centro para Adicção e Saúde Mental do Canadá, indica que a depressão persistente, ou crônica, provoca alterações no órgão ao longo dos anos, o que sugere que devemos mudar a forma como pensamos e tratamos a doença à medida que ela progride.

De acordo com o estudo, liderado por Jeff Meyer e publicado na nesta segunda-feira no periódico científico “The Lancet Psychiatry”, pessoas que convivem muito tempo com a depressão – mais de uma década – sem tratamento apresentam inflamação do cérebro significativamente maior do que as que procuraram ajuda em menos de uma década.

Em pesquisa anterior, Meyer e sua equipe já tinham revelado que a depressão clínica provoca inflamação no cérebro, mas o novo estudo aponta as primeiras evidências biológicas de que a doença crônica também causa alterações amplas no órgão. Segundo eles, isso sugere que diferentes fases da depressão podem exigir terapias diferentes, numa abordagem similar à perspectiva usada nos estágios iniciais do mal de Alzheimer.

- Maior inflamação do cérebro é uma reposta comum das doenças neurodegenerativas à medida que elas progridem, como no Alzheimer e no Parkinson – destaca Meyer, ressaltando que embora a depressão não seja considerada uma doença degenerativa, as mudanças nos padrões de inflamação cerebral nos que sofrem com depressão persistente indicam que ela provavelmente não é uma condição estática, tendo também um caráter progressivo.

Ainda assim, acrescenta Meyer, independentemente de quanto tempo uma pessoa sofre com a depressão, ela quase sempre é tratada do mesmo jeito. Isso apesar de algumas pessoas apresentarem apenas alguns poucos episódios de depressão ao longo dos anos, enquanto outros sofrem com episódios persistentes e frequentes por mais de uma década, enfrentando sintomas cada vez piores, e mais e mais dificuldades para trabalhar ou se engajar em atividades corriqueiras. Diante disso, Meyer e sua equipe estão investigando opções de tratamento para estes casos persistentes usando medicações anti-inflamatórias originalmente indicadas para outras doenças.

No novo estudo, a inflamação do cérebro foi medida usando um tipo de exame de imagem do cérebro conhecido como tomografia por emissão de pósitrons (PET). As células do sistema imunológico do cérebro, conhecidas como microglia, respondem normalmente à inflamação por trauma ou ferimentos. Mas sua atividade exagerada, associada a doenças neurodegenerativas e à depressão, pode ser observada via produção maior pela microglia de um marcador molecular, a proteína translocadora (TSPO), nos exames de PET.

Ao todo, os pesquisadores examinaram 25 pessoas que sofrem com a depressão há mais de dez anos, outras 25 que enfrentam a doença há menos que dez anos e 30 sem diagnóstico prévio de depressão, que serviram como grupo de comparação. Eles viram que nas que tinham depressão há mais tempo, os níveis de TSPO eram 30% maiores em algumas regiões do cérebro do que nas pessoas que sofriam com depressão há menos tempo. Os níveis gerais do marcador molecular nessas pessoas com depressão persistente também eram superiores aos observados nas pessoas que não sofriam com a doença.

Meyer destaca, por fim, que nos estudos sobre opções de tratamento os pacientes com depressão grave e crônica não estão sendo atendidos, então ainda são necessárias outras pesquisas para saber quais são as necessidades e como tratar indivíduos neste estágio da doença.

Fonte: O Globo


Estudo identifica alterações cerebrais precoces associadas a casos de depressão em crianças e jovens.

Trata-se do maior estudo epidemiológico longitudinal em Psiquiatria da Infância e Adolescência já conduzido no Brasil, chamado de Projeto Conexão, que teve início em 2009. Os achados sugerem que possa haver padrões de conectividade cerebral precoces, anos antes do aparecimento dos sintomas.

Um estudo feito a partir de exames de ressonância magnética do cérebro de crianças e jovens identificou que alterações da conectividade no circuito cerebral de recompensa foram associadas a casos de depressão após três anos de acompanhamento. As alterações foram encontradas em uma região no cérebro responsável por integrar e processar informações cotidianas sobre recompensas e motivação, chamado de estriado ventral, o qual teve um papel significativo nos quadros de depressão antes do início dos sintomas.

Os resultados estão na tese de doutorado de Pedro Mario Pan, defendida no Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), sob a supervisão do professor Rodrigo Bressan. O trabalho foi publicado no renomado periódico oficial da Associação Americana de Psiquiatria, o American Journal of Psychiatry.

Cerca de 750 crianças e jovens, com idade entre 9 e 16 anos, foram avaliados nas cidades de São Paulo e Porto Alegre. Além de avaliações psicológicas e psiquiátricas, eles realizaram exame de neuroimagem por meio de ressonância magnética, sendo que 90% (675) foram reavaliados três anos depois com a mesma metodologia. “Encontramos uma conectividade de característica diferente, aumentada ou mais ativada, no cérebro daqueles que desenvolveram depressão após três anos, o que representou 9% dos analisados”, esclarece Pedro Pan.

Os resultados integram o maior estudo epidemiológico longitudinal em Psiquiatria da Infância e Adolescência já conduzido no Brasil, chamado de Projeto Conexão, que teve início em 2009. Ele conta com verbas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para o Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD), e envolve diversas universidades brasileiras, destacando-se a parceria tripartite entre a Unifesp, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS).

"Se confirmados em estudos futuros, esses resultados podem ajudar a identificar jovens em risco para depressão antes mesmo do início dos sintomas. Identificar precocemente indivíduos em risco para os transtornos mentais mais comuns é passo inicial para alcançarmos a prevenção no campo da psiquiatria", ele diz.

Tema relevante e atual

De acordo com o pesquisador, a depressão é uma das principais causas de perda de anos de vida pelo prejuízo funcional dentre todas as doenças médicas. Estimativas apontam que um em cada quatro pessoas apresentaram um episódio depressivo durante a vida. Na adolescência, principalmente, as consequências dos episódios depressivos podem ser devastadoras, como bullying, autoagressão e até suicídio.

"Contudo, ainda sabemos pouco sobre os mecanismos biológicos cerebrais que causam a depressão nessa faixa etária”, pontua. “Alguns estudos anteriores já apontavam para desregulações no circuito cerebral de recompensa como um mecanismo implicado na depressão. Nesse sentido, um adolescente com depressão pode perder a vontade de fazer suas atividades e a capacidade de sentir prazer, sintomas centrais desse transtorno mental”, conclui.

Fonte: UNIFESP


Mesa 3 - Entrelaços 2017: Profissionais debatem um novo paradigma para a saúde mental a partir das iniciativas entre pares.

Assista aos vídeos do encontro deste ano do Programa Entrelaços na íntegra, onde são abordados o papel da família, do paciente e do sistema de saúde dentro de um novo paradigma, o da recuperação pessoal. Descubra a força dos grupos de apoio entre pares e como eles ajudam as famílias e os pacientes na busca por maior capacitação, empoderamento e resiliência, culminando na recuperação de todos para uma vida mais ativa, digna e com qualidade dentro de sua comunidade.

O programa Entrelaços é um programa de psicoeducação do Setor de Terapia de Família do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) que vem formando grupos de apoio entre pares na comunidade para as pessoas que convivem com transtornos mentais severos desde 2011, contando hoje com 5 grupos comunitários na cidade do Rio de Janeiro.

Neste evento três mesas redondas debateram o tema da recuperação pessoal e do empoderamento do ponto de vista dos familiares, dos pacientes e do sistema de saúde.

Houve também apresentação musical com os músicos dos grupos Harmonia Enlouquece e Bandazê e com integrantes do grupo Mentes em Ação, grupo de apoio do Centro do Rio.


Mesa 3 - Um novo paradigma para a rede de assistência à saúde mental.

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Esta mesa contou com a participação do coordenador do Programa Entrelaços, o psiquiatra Alexandre Keusen, a diretora do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB), a psiquiatra Maria Tavares Cavalcanti, e a substituta da subsecretária de atenção primária, promoção e vigilância em saúde (SUBPAV - Prefeitura do Rio de Janeiro), a pediatra Dayse Demori Gomes da Silva Peres.

Nesta mesa foi reforçada a importância da união de familiares e pacientes para uma maior representatividade nos serviços de assistência, buscando um maior protagonismo na rede de saúde mental, seja integrando as equipes ou desenvolvendo iniciativas próprias, lideradas por eles, que possam ser espaços de reabilitação e apoio.

Assista ao vídeo da Mesa 1!

Assista ao vídeo da Mesa 2!


Conheça os grupos de apoio a pares na cidade do Rio de Janeiro

• GRUPO "ABRA A SUA MENTE": Igreja Batista Itacuruça - Praça Barão de Corumbá, 49, Tijuca.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Amaury (tel: 97235-2882 / e-mail: amaurycavalcanti@outlook.com) e Wilson (tel: 98907-3347 / e-mail: wrfraga@ig.com.br)


• GRUPO "É POSSIVEL!": Auditório da Unidade de Saúde Manoel Ferreira, Rua Silveira Martins, 161, Catete.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Clarice Nunes (tels: 2245-5568; 99923-3429) e Pedro Nin Ferreira (tel.: 2210-1256) ou pelo e-mail: familiaresepossivel@gmail.com
Website: http://www.grupoepossivel.com.br


• GRUPO "MENTES EM AÇÃO": Rua Sete de Setembro 151/153, acesso por dentro da loja Casa da Criança, Centro do Rio.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Luiza Lins (tel.: 99236-1268 / e-mail: luizalins@bol.com.br) e Gustavo Meano (e-mail: gustavomeano@gmail.com).
Facebook: https://www.facebook.com/mentesemacao
Website: http://www.mentesemacao.org


• GRUPO "CONSTRUINDO HORIZONTES": Auditório do Centro Municipal de Saúde Dom Helder Câmara, Rua Voluntários da Pátria 136, Botafogo (próximo ao metrô).

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Kathiuska Alvarez (tel.: 99922-4434 / e-mail: kalvarez@uol.com.br) e Graça Muniz (tel.: 99737-4897).


• GRUPO "TRILHANDO CAMINHOS":

→ Descrição: o grupo tem a proposta de proporcionar lazer aos pacientes portadores de transtorno mentais, acompanhados de seus familiares ou cuidadores, realizando passeios, encontros psicoeducativos, partilhas, dinâmicas de grupo, relaxamento e brincadeiras - Ana Maria Marinho e Silva (tel: 98794-5544 / e-mail: marinhoesilva@yahoo.com.br).



Mesa 2 - Entrelaços 2017: Pacientes relatam suas experiências pessoais de recuperação.

Assista aos vídeos do encontro deste ano do Programa Entrelaços na íntegra, onde são abordados o papel da família, do paciente e do sistema de saúde dentro de um novo paradigma, o da recuperação pessoal. Descubra a força dos grupos de apoio entre pares e como eles ajudam as famílias e os pacientes na busca por maior capacitação, empoderamento e resiliência, culminando na recuperação de todos para uma vida mais ativa, digna e com qualidade dentro de sua comunidade.

O programa Entrelaços é um programa de psicoeducação do Setor de Terapia de Família do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) que vem formando grupos de apoio entre pares na comunidade para as pessoas que convivem com transtornos mentais severos desde 2011, contando hoje com 5 grupos comunitários na cidade do Rio de Janeiro.

Neste evento três mesas redondas debateram o tema da recuperação pessoal e do empoderamento do ponto de vista dos familiares, dos pacientes e do sistema de saúde.

Houve também apresentação musical com os músicos dos grupos Harmonia Enlouquece e Bandazê e com integrantes do grupo Mentes em Ação, grupo de apoio do Centro do Rio.


Mesa 2 - Empoderamento e recuperação em saúde mental: experiências pessoais.

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Nesta mesa em formato "talk-show" o psiquiatra do Entrelaços, Leonardo Palmeira, pergunta aos pacientes em recuperação como foi para eles o processo de tomada de consciência, a busca pelo tratamento e por hábitos mais saudáveis de vida e bem estar, culminando em uma participação mais ativa em sua comunidade, seja através do trabalho, de maior autonomia ou de iniciativas que os empoderam.

Participaram da mesa Gustavo Meano (coordenador do grupo Mentes em Ação - Centro), Liana Muniz (participante do grupo Construindo Horizontes - Botafogo), Tiago Lins (participante do grupo Mentes em Ação - Centro), Santiago Santa Anna (participante do Projeto Possibilidades, de inserção no mercado de trabalho) e Mariah das Neves (participante do grupo Entrelaços de 2017, no IPUB).

Assista ao vídeo da Mesa 1!

Assista ao vídeo da Mesa 2!


Conheça os grupos de apoio a pares na cidade do Rio de Janeiro

• GRUPO "ABRA A SUA MENTE": Igreja Batista Itacuruça - Praça Barão de Corumbá, 49, Tijuca.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Amaury (tel: 97235-2882 / e-mail: amaurycavalcanti@outlook.com) e Wilson (tel: 98907-3347 / e-mail: wrfraga@ig.com.br)


• GRUPO "É POSSIVEL!": Auditório da Unidade de Saúde Manoel Ferreira, Rua Silveira Martins, 161, Catete.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Clarice Nunes (tels: 2245-5568; 99923-3429) e Pedro Nin Ferreira (tel.: 2210-1256) ou pelo e-mail: familiaresepossivel@gmail.com
Website: http://www.grupoepossivel.com.br


• GRUPO "MENTES EM AÇÃO": Rua Sete de Setembro 151/153, acesso por dentro da loja Casa da Criança, Centro do Rio.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Luiza Lins (tel.: 99236-1268 / e-mail: luizalins@bol.com.br) e Gustavo Meano (e-mail: gustavomeano@gmail.com).
Facebook: https://www.facebook.com/mentesemacao
Website: http://www.mentesemacao.org


• GRUPO "CONSTRUINDO HORIZONTES": Auditório do Centro Municipal de Saúde Dom Helder Câmara, Rua Voluntários da Pátria 136, Botafogo (próximo ao metrô).

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Kathiuska Alvarez (tel.: 99922-4434 / e-mail: kalvarez@uol.com.br) e Graça Muniz (tel.: 99737-4897).


• GRUPO "TRILHANDO CAMINHOS":

→ Descrição: o grupo tem a proposta de proporcionar lazer aos pacientes portadores de transtorno mentais, acompanhados de seus familiares ou cuidadores, realizando passeios, encontros psicoeducativos, partilhas, dinâmicas de grupo, relaxamento e brincadeiras - Ana Maria Marinho e Silva (tel: 98794-5544 / e-mail: marinhoesilva@yahoo.com.br).


Mesa 1 - Entrelaços 2017: Recuperação e empoderamento da família e dos pacientes para uma nova abordagem na saúde mental.

Assista aos vídeos do encontro deste ano do Programa Entrelaços na íntegra, onde são abordados o papel da família, do paciente e do sistema de saúde dentro de um novo paradigma, o da recuperação pessoal. Descubra a força dos grupos de apoio entre pares e como eles ajudam as famílias e os pacientes na busca por maior capacitação, empoderamento e resiliência, culminando na recuperação de todos para uma vida mais ativa, digna e com qualidade dentro de sua comunidade.

O programa Entrelaços é um programa de psicoeducação do Setor de Terapia de Família do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) que vem formando grupos de apoio entre pares na comunidade para as pessoas que convivem com transtornos mentais severos desde 2011, contando hoje com 5 grupos comunitários na cidade do Rio de Janeiro.

Neste evento três mesas redondas debateram o tema da recuperação pessoal e do empoderamento do ponto de vista dos familiares, dos pacientes e do sistema de saúde.

Houve também apresentação musical com os músicos dos grupos Harmonia Enlouquece e Bandazê e com integrantes do grupo Mentes em Ação, grupo de apoio do Centro do Rio.


Mesa 1 - Suporte entre pares: experiências dos grupos comunitários de família.

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Os coordenadores de grupo e familiares falaram de suas experiências na coordenação ao longo do ano e do desenvolvimento de uma expertise de como lidar com os problemas do dia-a-dia, buscando soluções conciliatórias, capazes de reduzir a sobrecarga e aproximar as relações familiares. Foi dada ênfase na importância da construção de uma rede de apoio social e comunitária, que incluísse também atividades culturais e de lazer.

Participaram da mesa, coordenada pela psicóloga do Entrelaços, Olga Leão, Nora Lanari (grupo Abra Sua Mente - Tijuca), Luisa Lins (grupo Mentes em Ação - Centro), Clarice Nunes (grupo É Possível! - Catete), Kathiuska Alvarez (grupo Construindo Horizontes - Botafogo) e Ana Maria Marinho e Silva (grupo Trilhando Caminhos, grupo volante de atividades de lazer e cultura).

Assista à Mesa 2!

Assista à Mesa 3!


Conheça os grupos de apoio a pares na cidade do Rio de Janeiro

• GRUPO "ABRA A SUA MENTE": Igreja Batista Itacuruça - Praça Barão de Corumbá, 49, Tijuca.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Amaury (tel: 97235-2882 / e-mail: amaurycavalcanti@outlook.com) e Wilson (tel: 98907-3347 / e-mail: wrfraga@ig.com.br)


• GRUPO "É POSSIVEL!": Auditório da Unidade de Saúde Manoel Ferreira, Rua Silveira Martins, 161, Catete.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e se reúne uma vez por mês em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Clarice Nunes (tels: 2245-5568; 99923-3429) e Pedro Nin Ferreira (tel.: 2210-1256) ou pelo e-mail: familiaresepossivel@gmail.com
Website: http://www.grupoepossivel.com.br


• GRUPO "MENTES EM AÇÃO": Rua Sete de Setembro 151/153, acesso por dentro da loja Casa da Criança, Centro do Rio.

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Luiza Lins (tel.: 99236-1268 / e-mail: luizalins@bol.com.br) e Gustavo Meano (e-mail: gustavomeano@gmail.com).
Facebook: https://www.facebook.com/mentesemacao
Website: http://www.mentesemacao.org


• GRUPO "CONSTRUINDO HORIZONTES": Auditório do Centro Municipal de Saúde Dom Helder Câmara, Rua Voluntários da Pátria 136, Botafogo (próximo ao metrô).

→ Descrição: o grupo é composto de familiares e pacientes e se reúne a cada quinze dias em datas específicas, aos sábados pela manhã. Para maiores informações contactar um dos coordenadores do grupo - Kathiuska Alvarez (tel.: 99922-4434 / e-mail: kalvarez@uol.com.br) e Graça Muniz (tel.: 99737-4897).


• GRUPO "TRILHANDO CAMINHOS":

→ Descrição: o grupo tem a proposta de proporcionar lazer aos pacientes portadores de transtorno mentais, acompanhados de seus familiares ou cuidadores, realizando passeios, encontros psicoeducativos, partilhas, dinâmicas de grupo, relaxamento e brincadeiras - Ana Maria Marinho e Silva (tel: 98794-5544 / e-mail: marinhoesilva@yahoo.com.br).


Qual o custo de noites mal dormidas?

Pagamos um preço – caríssimo – por dormir mal. A medicina sabe que o sono ruim está relacionado a maiores taxas de mortalidade, piora no sistema imunológico, doenças cardiovasculares, diabetes, sobrepeso, problemas de cognição, depressão e ansiedade.

Cientistas da Unifesp publicaram, em 2010, um artigo na revista Innate Immunity no qual relataram que pessoas privadas de sono tinham aumento de células de defesa no organismo, como se reagissem a um ataque. Intrigados, foram para a segunda fase da pesquisa e enxertaram tecidos em ratos. Surpreendentemente, viram que o corpo dos bichinhos que dormiam mal demorava mais tempo para rejeitar o "invasor" – sinal de que o sistema imunológico estava falhando.

Mas isso é só um dos problemas de descansar pouco. O sono também regula diretamente a produção de hormônios. Pense neles como músicos e nas funções do corpo como uma orquestra. Tirar um músico ou influenciá-lo a tocar de forma desafinada vai prejudicar todo o sistema. É isso que ocorre ao dormir mal: você atordoa os músicos e desafina a sinfonia.

Vários estudos mostram que quem dorme mal tem mais problemas cognitivos e emocionais. Tome como exemplo uma pesquisa feita em 2006 por médicos da Universidade de Taiwan, na China, com 2,5 mil crianças entre seis e 15 anos. Foi observado que os pequenos com distúrbios de sono eram mais agressivos e tinham mais problemas de atenção.

– Há uma relação entre o mau sono e o aumento do risco e da gravidade de transtornos psiquiátricos. Pesquisas recentes indicam que adolescentes que dormem pouco têm mais índice de suicídio, bipolaridade e depressão – diz a neurologista Luciana Palombini.

Crianças que dormem mal também crescem menos, por conta da falta de hormônio do crescimento (GH), cujo ápice da produção ocorre à noite. Nos adultos, o desbalanço também traz problema: dificulta a regeneração dos músculos, deixa a pele ruim e quebra os fios de cabelo.

A medicina também sabe que o sono de má qualidade aumenta a resistência periférica à insulina. A função desse hormônio é tirar o açúcar (glicose) que corre pelo sangue e jogá-lo para dentro das células, onde ele será usado como combustível. No entanto, esse processo é prejudicado, o que impede que o açúcar entre nas células. Como resultado, ele zanza pela corrente sanguínea – em excesso, isso contribui para desenvolver diabetes tipo 2.

E até no sexo uma noite de pouco descanso interfere. Quem tem grandes privações de sono desequilibra a produção da testosterona, hormônio masculino também presente na mulher em menores níveis. Como resultado, eles têm mais chances de desenvolver disfunção erétil e elas, de terem uma redução no desejo e menor satisfação sexual durante a relação.

Soninho da beleza realmente existe

E se você se preocupa com a estética, saiba que a barriga de quem descansa pouco também sofre pênalti. Quem nunca dormiu mal e, no dia seguinte, desejava ardentemente um fast-food? Isso ocorre devido à alteração nos níveis de dois hormônios: a grelina, responsável pela fome, e a leptina, que nos deixa saciados. A alteração em ambos nos deixa com mais vontade de comer durante o dia, em especial alimentos gordurosos.

Isso foi observado em uma pesquisa feita com mais de mil crianças por médicos da Universidade de Harvard e de hospitais de Boston, publicada na revista Pediatrics. Quanto menos as crianças dormiam, maior era o risco de desenvolver obesidade a partir dos sete anos.

– A pessoa quer comer mais comidas calóricas em vez de um frango com salada – diz Monica Andersen, da Unifesp.

Há pesquisas sugerindo que aqueles que dormem menos de seis horas têm o metabolismo mais lento, o que ajuda a engordar. Ou seja, quem quer emagrecer não pode só se preocupar com exercícios.

– A necessidade de sono é muito individual, mas a exigência de sociabilidade para o dia a dia não está alinhada com nosso ritmo biológico. As pessoas se privam de descanso sistematicamente durante a semana. No fim de semana, há um rebote, e elas dormem até bem mais tarde. Uma dica para ver se você está em privação: se você acordar cedo naturalmente, o sono está adequado – diz Daniel Suzuki Borges, psiquiatra do Hospital de Clínicas da USP.

Falta de faxina no cérebro

Há algum tempo, sabe-se que nosso organismo conta com um sistema chamado linfático, uma rede de vasos que transporta um líquido (a linfa), responsável por levar impurezas dos tecidos ao sangue. Mas cientistas descobriram, de forma mais aprofundada na última década, outro sistema, de atuação muito parecida: o glinfático. E ele está estreitamente associado ao sono.

Assim como os garis limpam a avenida após o Carnaval, o sistema glinfático atua, à noite, para fazer uma faxina na bagunça que seu cérebro provocou ao trabalhar durante o dia. Nossas células, ao trabalharem, produzem uma série de impurezas que precisam ser retiradas dali. É justamente durante o sono que isso ocorre.

– Com uma espécie de correnteza, esse sistema faz uma drenagem dos restos das células e os joga na corrente sanguínea para serem eliminados. Quem dorme mal não faz essa faxina e tem mais risco de ter demências, como Alzheimer – diz a neurologista Luciana Palombini.

Qualidade do sono

Após revisar 277 estudos científicos, a Fundação do Sono dos Estados Unidos elaborou, em janeiro deste ano, as diretrizes que definem um verdadeiro sono de qualidade. Confira se é o seu caso:

> Adormecer em até 30 minutos após deitar-se.
> Acordar, no máximo, uma vez de madrugada (duas, se você é idoso).
> Dormir durante 85% do tempo em que você está na cama.
> Passar no máximo 20 minutos acordado ao longo da noite quando você desperta do sono
(30 minutos, se você é idoso).

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Fonte: Gauchazh


Por que explorar de forma sensacionalista e inverídica a doença mental na TV aberta em horário nobre?

Uma moça de 34 anos estava com sua família em frente à sua TV da sala quando, inadvertidamente, sem que lhe pedissem licença, de maneira violenta e cruel, invadiram sua casa com cenas de violência e carregadas de preconceito sobre um tema tão delicado e tão custoso às pessoas que, como ela, padecem de algum transtorno mental. A cena lhe custou uma noite sem dormir, colocando ela e sua família em desespero, vendo-se novamente cercada por fantasmas que lhe assombraram no passado e que acreditava estar superando com a ajuda do tratamento e do apoio de sua família.

A cena foi uma infeliz e desrespeitosa abordagem da novela 'O Outro Lado do Paraíso', das 21h, da TV Globo, de autoria de Walcyr Carrasco, que foi ao ar no último dia 21. Nela a personagem da atriz Marieta Severo solicitava a um psiquiatra remédios que pudessem provocar alucinações em sua nora, interpretada pela atriz Bianca Bin, e forjava com ele um laudo falso sobre uma doença mental chamada esquizofrenia. Posteriormente a vítima seria internada em um hospício e submetida a tratamentos aviltantes em um ambiente que não retrata a realidade dos ambientes hoje para o tratamento dos transtornos mentais.

Ao chegar num hospício, um profissional afirma que a esquizofrenia não tem cura e que a pessoa poderia ficar internada pelo resto da vida. A nora é imediatamente contida por enfermeiros, sem sequer ser ouvida, e submetida ao eletrochoque sem nenhum tipo de critério ou cuidado com sua saúde, práticas que não condizem com a realidade das instituições para tratamento em saúde mental nos dias de hoje.

As cenas são fortes e mexem com o imaginário popular, que já é tão preconceituoso com a doença mental e seus tratamentos. Ao mencionar uma doença séria como a esquizofrenia, cujos esforços das últimas décadas têm conseguido mudar o seu prognóstico e a sua recuperação, lança na escuridão da ignorância e do estigma a sociedade que, ao invés de contar com uma informação esclarecedora sobre o que é a esquizofrenia e seus tratamentos, recebe esse desserviço da TV Globo.

A esquizofrenia não é uma doença incurável e, nem tampouco, pacientes ficam internados por toda a vida. É uma doença com diferentes níveis de recuperação, em que 25% pode ter uma única crise e se recuperar plenamente a ponto de não mais precisar de tratamento e até 70% dos pacientes se recupera de maneira a levar uma vida digna e com qualidade junto à sua comunidade e sua família, apesar de ainda precisar de algum nível de suporte ou tratamento. Internações são cada vez menos necessárias e somente se justificam quando as opções de tratamento ambulatorial forem esgotadas ou se o paciente estiver correndo risco de vida.

O eletrochoque, ou eletroconvulsoterapia - nome técnico, é um tratamento aprovado e regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, utilizado com critérios médicos rígidos, depois de um exame cuidadoso do paciente e com a autorização expressa da família, em ambiente hospitalar, sob anestesia e com monitoramento adequado dos sinais vitais do paciente. Não da forma como foi veiculado na novela.

A TV Globo desperdiçou uma oportunidade de ajudar as pessoas que sofrem de transtornos mentais a combater o estigma, como já fizera outrora em uma de suas novelas ('Caminho das Índias'). Pelo contrário, as cenas da novela 'O Outro Lado do Paraíso' foram um tapa na cara das pessoas que convivem com transtornos mentais e dos profissionais de saúde que atuam na área, além de contribuírem para aumentar o estigma junto às pessoas que não possuem informação à respeito e acreditarão que esta é a forma de tratar as pessoas que sofrem com transtornos mentais.

Quais as razões para abordagem tão preconceituosa e apelativa? Sinal do desespero pela audiência? Mas a que custo? Explorar dessa forma a doença mental é tão grave e desleal quanto explorar de forma preconceituosa a cor da pele ou o gênero das pessoas.

A TV Globo deveria rever sua postura e reparar os equívocos nos próximos capítulos da novela.


Entrelaços promove debate na UFRJ sobre empoderamento e recuperação nas práticas da saúde mental.

Sábado, 02 de dezembro de 2017, de 8:45 às 13h
Local: Auditório Leme Lopes – Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB)
Av. Venceslau Brás 71, fundos, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ
Público-alvo: pacientes, familiares e profissionais de saúde
Entrada franca

Convite Entrelaços 2017


Remédio com chip para esquizofrenia é aprovado nos EUA

Remédio para esquizofrenia com chip rastreável é aprovado nos EUA.

Pela primeira vez na história, o FDA, órgão norte-americano responsável por aprovar medicamentos vendidos nos EUA (semelhante à Anvisa), aprovou a comercialização de uma “pílula digital” – um remédio equipado com um chip rastreável -, informou nesta terça-feira, 14, o jornal The New York Times.

Trata-se do Abilify MyCite, uma variante do Abilify, um medicamento baseado em Aripiprazol e que é usado no combate ao transtorno bipolar, esquizofrenia e depressão severa, além de outros transtornos de origem mental. O remédio é produzido nos EUA pelo laboratório Otsuka.

Já o chip em questão é fabricado pela Proteus Digital Health, uma empresa dos EUA. A versão do remédio com chip só começa a ser vendida em 2018. O sensor digestível é feito de cobre, magnésio e silício, componentes seguros para a ingestão.

A pílula digital é capaz de reportar ao médico que a receitou a data e o horário em que o paciente tomou o remédio. O paciente só precisa usar um sensor adesivo que deve ficar colado no lado esquerdo do peito e trocado a cada sete dias.

O adesivo recebe o sinal de quando a pílula é ingerida e, através de um modem Bluetooth, repassa essas informações ao smartphone do paciente. Por meio de um app no smartphone, os dados são transmitidos para o médico que o acompanha e até outras quatro pessoas, como por exemplo familiares.

A Otsuka garante que o paciente tem total controle de quem recebe esses dados e pode impedir o repasse ao médico a hora que quiser. O objetivo da pílula digital é ajudar pessoas que se esquecem de tomar o remédio no horário correto ou que têm dificuldade de seguir a prescrição médica.

A decisão de usar essa tecnologia pela primeira vez com um medicamento para transtornos mentais, porém, não foi tão bem recebida por especialistas. Paul Appelbaum, diretor do departamento de ética em psiquiatria da Universidade de Columbia, por exemplo, criticou a ideia em entrevista ao NYT.

“Um sistema que vai monitorar o comportamento do paciente e enviar sinais do corpo dele e notificar o médico? Seja em psiquiatria ou em medicina geral, drogas para quase qualquer outra doença seriam um lugar melhor para começar do que em uma droga para esquizofrenia”, disse o médico.

Um representante da Otsuka, porém, disse que o Abilify MyCite não deverá ser usado por qualquer pessoa com transtorno bipolar, esquizofrenia ou depressão severa. “O médico deve ter confiança de que o paciente é capaz de gerenciar esse sistema”, afirmou ao NYT.

Fonte: Olhar Digital


Chega ao Brasil a Lurasidona, nova opção de tratamento para esquizofrenia e transtorno bipolar.

Chega este mês no Brasil, aprovado pela ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária), a lurasidona (Latuda), mais uma opção para o tratamento da esquizofrenia e da depressão bipolar.

Lurasidona (comercializado com o nome de fantasia Latuda, pelo laboratório Daiichi Sankyo Brasil) é uma molécula com propriedades antipsicóticas da classe dos atípicos ou de segunda geração, agindo como antagonista (bloqueadora) de receptores de dopamina D2 e D3 e de receptores de serotonina 5-HT2A e 5-HT7 e como agonista parcial (estimulante) de receptores serotoninérgicos 5-HT1A.

Ela é aprovada nos EUA desde 2010 para o tratamento da esquizofrenia e desde 2013 para o transtorno bipolar (episódios depressivos).

É um antipsicótico de segunda geração como menor risco de efeitos cardiovasculares, ganho de peso e aumento de colesterol.

Alguns estudos mostram que a lurasidona tem uma eficácia em sintomas cognitivos, melhorando funções como atenção, memória e função executiva.

Latuda será comercializada no Brasil em doses de 20mg, 40mg e 80mg.

Vejam o comunicado da ANVISA:

Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 18/10/2017 15:27
Última Modificação: 18/10/2017 15:33

Um medicamento inédito para a esquizofrenia e depressão associadas ao transtorno bipolar recebeu registro da Anvisa. O novo produto é o Latuda (cloridrato de lurasidona), um antipsicótico que deve ser comercializado em comprimidos de 20mg, 40mg e 80mg, em embalagens de 7, 14, 30 ou 60 comprimidos.

O novo produto traz algumas melhorias para o paciente como a baixa alteração do perfil metabólico, o que significa menor ganho de peso e alterações limitadas no perfil de gorduras e glicose do organismo.

Como se trata de um antipsicótico, a lurasidona foi enquadrada na categoria de medicamentos controlados e sua venda será feita somente com receita especial em duas vias.

O medicamento já havia sido aprovado na Europa e nos EUA. O registro foi publicado na última segunda-feira (16/10).

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Cientistas anunciam melhorias em revolucionária ferramenta de edição genética.

Apontada como um dos maiores avanços da ciência nos últimos anos, a técnica de edição genética conhecida pela sigla CRISPR deu aos cientistas uma maneira relativamente simples, eficiente e barata de manipular o DNA. Isto possibilitou pesquisas mais amplas sobre a influência dos genes na saúde e na doença e despertou a esperança de novas e revolucionárias terapias para uma miríade de condições causadas por mutações genéticas, muitas delas fatais ou debilitantes e atualmente sem tratamento ou cura. Agora, pesquisadores anunciam o desenvolvimento de novas versões da CRISPR que permitem alterar uma única “letra” do DNA no lugar de trechos do código genético, assim como fazer modificações só no RNA, outro tipo de informação genética usada pelos organismos para comandar os processos que nos mantêm vivos.

Autêntico “livro da vida”, o DNA traz todas as informações necessárias para a criação desde uma simples bactéria a um complexo ser humano. E este “livro” é todo “escrito” usando praticamente só quatro “letras”: as moléculas citosina (C), adenina (A), guanina (G) e timina (T), também conhecidas como nucleotídeos. Além disso, estas moléculas se agrupam em pares restritos, de forma que a citosina se une apenas com a guanina e a adenina com a timina, formando as unidades básicas do DNA, os chamados “pares-base” C-G, G-C, A-T e T-A. Por fim, unidos em formato de hélice dupla, estes pares-base compõem a grande molécula do DNA, como os degraus de uma enorme escada espiral que ao microscópio enxergamos como os chamados cromossomos.

Cada organismo, da bactéria ao ser humano, tem seus próprios conjuntos de cromossomos com uma sequência única destes pares-base (e por isso a ordem é importante, isto é, numa estrutura de hélice dupla como a do DNA, C-G é diferente de G-C). Mas esta sequência não é permanente. Devido a fatores ambientais ou internos, ela sofre constantes alterações, as chamadas mutações genéticas. A grande maioria destas mutações é prontamente “corrigida” por mecanismos dentro da própria célula, inofensiva e por vezes até vantajosa, alimentando o processo de evolução por meio da seleção natural. Mas algumas também estão por trás de diversas doenças, do câncer ao mal de Parkinson, passando por condições físicas e psiquiátricas que vão desde distúrbios sanguíneos como a beta-talassemia à esquizofrenia e transtornos de espectro autista.

Até agora, os cientistas identificaram mais de 50 mil mutações genéticas associadas a doenças. Muitas, como o câncer, esquizofrenia e autismo, são poligênicas, isto é, provocadas por múltiplas alterações em vários genes. Mas algumas, como a citada beta-talassemia e certas formas de Parkinson, são causadas pela variação de apenas uma “letra” do DNA em um determinado gene que faz com que, por exemplo, uma proteína seja fabricada de maneira defeituosa. São as chamadas “mutações pontuais”, das quais cerca de 32 mil já foram ligadas ao surgimento ou maior propensão ao desenvolvimento de diversos males.

E são justamente as doenças causadas por estas mutações pontuais o principal alvo do grupo de pesquisadores liderado por David Liu, da Universidade de Harvard, EUA. No início do ano passado, a equipe de Liu já tinha relatado a criação de uma “versão” da CRISPR capaz converter pares-base C-G em T-A alterando quimicamente apenas um dos nucleotídeos, sem a necessidade de “abrir e cortar” a molécula de DNA como na forma “convencional” de uso desta ferramenta de edição genética.

Mas apenas 14% das 32 mil mutações pontuais causadoras de doenças podem ser corrigidas trocando um par C-G por um T-A. A correção da maior parte das mutações pontuais associadas a doenças (48%) depende de fazer a conversão inversa, isto é, um par A-T para um G-C. E é exatamente a criação de uma maneira de realizar esta troca quimicamente, novamente sem a necessidade de “abrir” a molécula do DNA, e, com ajustes, poder fazer todo tipo de transição direta dos nucleotídeos (isto é, sem mudar sua ordem) – C para T, T para C, A para G, e G para A - que Liu e equipe relatam na edição desta quarta-feira da prestigiada revista científica “Nature” com o desenvolvimento do que batizaram de “editores de base de adenina” (ABEs, na sigla em inglês).

- A edição genética convencional da CRISPR desfaz a hélice do DNA, então a edição de base é uma solução mais eficiente e segura para corrigir estas mutações pontuais – disse Liu em teleconferência promovida pela “Nature” para discutir a descoberta com jornalistas. - É basicamente a diferença entre usar uma tesoura e um lápis. Para algumas aplicações, como a edição de trechos maiores de DNA, a tesoura é uma ferramenta melhor. Mas para outras, como a alteração de apenas um par-base, um lápis é melhor.

O maior obstáculo encontrado inicialmente pelos cientistas para fazer as conversões A-T para G-C, e que acabou se mostrando uma certa vantagem, é que, diferentemente do que acontece com as alterações C-G para T-A, não existem enzimas naturais capazes de realizar esta reação química, conhecida como deaminase da adenina, diretamente no DNA. Diante disso, Nicole Gaudelli, pós-doutoranda no laboratório de Liu e primeira autora do artigo na “Nature”, teve que criar praticamente “do zero” e testar uma biblioteca de enzimas que poderiam fazer este trabalho, chegando ao grupo que foi batizado como ABEs.

Guiadas para o ponto específico da sequência de DNA por uma versão da ferramenta de edição genética CRISPR que teve sua capacidade de “abrir e cortar” a hélice removida, estas enzimas mudam a adenina (A) para um outro tipo de nucleotídeo conhecido como inosina (I), mas que a célula lê como se fosse uma guanina (G). E frente ao que para ela parece um “erro de combinação” dos pares-base, a própria célula se encarrega de trocar a timina (T) do outro lado por uma citosina (C), completando a conversão.

- Foi graças à persistência de Nicole nos últimos dois anos que chegamos a estas enzimas – reconheceu Liu. - Como a natureza não tem enzimas capazes de fazer a deaminase da adenina, talvez nossas células não tenham evoluído mecanismos para reconhecer a inosina e remover esta modificação.

Já outro grupo de cientistas liderado por Feng Zhang, do Instituto Broad, parceria entre a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), também nos EUA, divulgou nesta quarta o desenvolvimento de uma versão da CRISPR para fazer alterações no RNA. Este tipo de código genético em geral atua como um “mensageiro” do DNA do núcleo para o resto da célula, além de ser responsável por reconhecer e transportar os aminoácidos que serão unidos para fabricar as proteínas nas “receitas” determinadas pelos genes.

Assim, as modificações feitas com esta versão, batizada “Repair” (conserto em inglês, numa tradução livre), podem ser apenas temporárias ou localizadas, diferentemente do caráter permanente e abrangente da manipulação do DNA nuclear, ou feitas em estruturas e processos paralelos a ele também associadas com doenças.

- A Repair pode consertar mutações sem mexer no genoma, e como o RNA se degrada naturalmente, é um conserto potencialmente reversível – resume David Cox, estudante de graduação no laboratório de Zhang e um dos coautores de artigo que relata o desenvolvimento da ferramenta, divulgado nesta quarta de forma adiantada pela revista “Science” numa incomum parceria com a publicação do estudo sobre os editores de base na “Nature”, o que mostra a importância de ambos avanços.

Imagina-se que tal capacidade possa permitir, por exemplo, uma diminuição temporária da resposta inflamatória em resposta a uma cirurgia, facilitando a recuperação, ou localizada dos neurônios a determinadas condições, ajudando a prevenir o Alzheimer, ação que poderia ser extremamente maléfica se feita de forma generalizada e/ou permanente. Além disso, a manipulação do RNA no lugar do DNA pode ser uma via mais rápida para o desenvolvimento de tratamentos para condições provocadas por mutações pontuais que afetem a fabricação de proteínas do que os ABEs, trazendo, se não a cura definitiva, alívio nos sintomas de doenças como o próprio mal de Parkinson, distrofia muscular de Duchenne e alguns tipos de epilepsia, entre outras.

Fonte: O Globo


Dia Mundial da Saúde Mental 2017.

Saúde mental no local de trabalho

Durante a vida adulta, uma grande parte do nosso tempo é gasto no trabalho. Nossa experiência no local de trabalho é um dos fatores que determina nosso bem-estar geral. Os empregadores e gerentes que implementaram iniciativas no local de trabalho para promover a saúde mental e para apoiar os funcionários com transtornos mentais vêem ganhos não apenas na saúde de seus funcionários, mas também na produtividade no trabalho. Um ambiente de trabalho negativo, por outro lado, pode levar a problemas de saúde física e mental, uso prejudicial de substâncias ou álcool, absenteísmo e perda de produtividade.

QUEM

Depressão e transtornos de ansiedade são transtornos mentais comuns que têm um impacto sobre a nossa capacidade de trabalhar e para trabalhar de forma produtiva. Globalmente, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão, principal causa de prejuízo. Mais de 260 milhões estão vivendo com transtornos de ansiedade. Muitas dessas pessoas vivem com ambos. Um recente estudo liderado pela OMS estima que depressão e transtornos de ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão por ano em perda de produtividade.

A saúde mental no local de trabalho é o tema do Dia Mundial da Saúde Mental 2017. O Dia Mundial da Saúde Mental é observado em 10 de outubro de cada ano, com o objetivo geral de conscientizar sobre problemas de saúde mental e mobilizar esforços para apoiar uma melhor saúde mental para todos.

Diga não ao preconceito!

Informe-se sobre os transtornos mentais!

Ajude algum companheiro de trabalho que esteja passando por dificuldades!

Seja solidário, ajude-o a procurar tratamento!

A maioria das pessoas com algum transtorno mental não procura ajuda porque sequer percebe que está doente!

Fonte: adaptado do site da OMS