Duloxetina (Cymbalta).


Duloxetina (Cymbalta) é um antidepressivo que atua ao mesmo tempo em dois sistemas de neurotransmissão: serotonina e noradrenalina. Por este motivo a duloxetina pertence à nova geração de antidepressivos conhecidos como duais, ou seja, que atuam em dois neurotransmissores envolvidos na depressão. A duloxetina inibe os receptores de recaptação de serotonina e noradrenalina na membrana dos neurônios, desta forma aumentando a concentração desses dois neurotransmissores na fenda sináptica. A depressão está associada com a queda na concentração de serotonina e noradrenalina.

A duloxetina possui outras indicações, como no tratamento de quadros de ansiedade, como ansiedade generalizada, dor crônica, como dor neuropática associada à diabetes, dores musculoesqueléticas, dor lombar crônica e fibroimialgia, e incontinência urinária devido ao estresse.

A duloxetina costuma ter boa tolerabilidade, porém alguns sintomas podem ocorrer em 10 a 20% dos pacientes no inicio do tratamento, como náuseas, boca seca, dores de cabeça, tonteira, diarreia, perda do apetite e redução da libido. Esses efeitos podem reduzir ou até mesmo desaparecer com a continuação do tratamento, à medida que o organismo vai se acostumando à medicação.

Efeitos colaterais de mais longo prazo são ganho de peso, geralmente leve a moderado e que pode ser controlado com dieta e atividades físicas, redução da libido, que pode requerer redução da dose ou substituição do medicamento (quando este efeito não minimiza com o decorrer do tratamento) e síndrome de descontinuação.

A síndrome de descontinuação é uma característica dos antidepressivos que atuam na serotonina, que quando retirados abruptamente podem causar um mal estar geral, ansiedade, taquicardia, tonteiras, enjoos. Portanto, não se recomenda a parada abrupta da duloxetina. Ela deve ser reduzida gradativamente de acordo com a orientação médica. A redução lenta também previne recaídas do quadro depressivo ou ansioso.

É recomendável monitoramento sanguíneo, pois a duloxetina pode aumentar transitoriamente as transaminases hepáticas.

A dose de duloxetina varia entre 30 e 120mg/d. Doses maiores que 90mg/d requerem monitoramento da pressão arterial (pode aumentar a pressão).

No Brasil a duloxetina é comercializada pelo laboratório Eli Lilly sob o nome de Cymbalta nas apresentações de 30mg (14 cápsulas) e 60 mg (28 cápsulas).

A Eli Lilly oferece um desconto para pacientes que se cadastrarem no programa do laboratório através dos SAC 0800 701 0444

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