Geodon (ziprasidona)


Geodon (princípio ativo: ziprasidona) é um antipsicótico de segunda geração (também conhecido como atípico) desenvolvido pelo laboratório Pfizer e aprovado pelo órgão regulador norte-americano FDA em 2001 para o tratamento da esquizofrenia e, posteriormente, para o tratamento dos transtornos do espectro bipolar, como episódios maníacos/hipomaníacos, estados mistos e depressão.

Ele age no SNC bloqueando receptores de dopamina (D2) e de serotonina (5-HT2a e 2c) e ativando receptores 5-HT1a, o que lhe confere, além dos efeitos antipsicóticos, também efeitos antidepressivos e ansiolíticos.

Outras indicações do Geodon que não constam em bula (uso off-label) são: depressão unipolar, ansiedade, agressividade, TDAH, TOC, autismo e transtorno de estresse pós-traumático.

O Geodon deve ser ingerido nas refeições, preferencialmente almoço e/ou jantar, pois sua absorção é melhor com uma refeição de ao menos 500 calorias.

Os efeitos colaterais mais comuns são sonolência, que depende da dose (raramente ocorre com 40mg), e dor de cabeça. Esses efeitos costumam ser transitórios, mais nas primeiras duas semanas de tratamento, à medida que organismo for se acostumando à medicação. Podem ocorrer náuseas, boca seca, alteração do funcionamento intestinal, hipotensão, embora estes não sejam sintomas muito comuns.

Efeitos colaterais tradicionalmente associados aos antipsicóticos, como tremores, rigidez muscular, parkinsonismo, hipersalivação e inquietação são raros.

O Geodon destaca-se entre os medicamentos de sua classe por oferecer menor risco de ganho de peso e de síndrome metabólica (obesidade e diabetes) e possuir uma ação terapêutica já em baixa dose.

As doses usuais para cada transtorno são:

– Esquizofrenia: 160mg/d
– Espectro bipolar: 80-160mg/d

– Depressão: 40-120mg/d

– Irritabilidade e ansiedade associadas: 40-120mg/d

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