Maus tratos na infância afetam o desenvolvimento cerebral
A forma como o bebê é tratado pela mãe nos seus primeiros anos de vida poderá determinar se seu cérebro terá um bom funcionamento. Uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) comparou os cérebros de duas crianças de três anos de idade: de um lado, bem tratada por seus familiares, principalmente pela mãe; e de outro, negligenciada. O resultado da pesquisa mostrou que no caso da mãe que deu amor, carinho e se comportou como totalmente responsável pelo bebê, o cérebro dele cresceu plenamente. Enquanto que no caso oposto, quando a criança sofreu abuso ou foi maltratada, o cérebro mostrou-se menor e com pontos mais escuros, indicando que é menos desenvolvido.
— O desenvolvimento do circuito cerebral depende potencialmente de uma interação positiva entre a mãe e o bebê — apontou o professor do Departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da UCLA, Allan Schore, ao jornal britânico “The Telegraph”.
De acordo Schore, isto ocorre porque 80% das células cerebrais se desenvolvem na faixa dos 2 anos de idade, e se o processo de formação de conexões (sinapses) for prejudicado ou não for estimulado, o déficit poderá ser permanente. Ele ressalta que o bebê maltratado poderá ter sua inteligência afetada. Além disso, poderá crescer com menos empatia para com outras pessoas, mais propensão a ser viciado em drogas e a se envolver em crimes violentos. Ele ainda terá mais chances de ficar desempregado com frequência e de ter problemas de saúde e mentais. Esta descoberta, segundo o pesquisador, poderia ser um dos fatores a explicar, por exemplo, por que algumas gerações de famílias tendem a enfrentar um ciclo difícil de quebrar de falta de escolaridade, desemprego persistente, pobreza, vícios como o de álcool e drogas, assim como o envolvimento em crimes.
Em janeiro deste ano, a Escola de Medicina da Universidade de Washington publicou o primeiro estudo mostrando mudanças na anatomia cerebral no caso de crianças que tinham sido negligenciadas por seus pais. A pesquisa, publicada no periódico “Proceedings of the National Academy of Sciences” (Pnas), apontou que crianças que foram bem cuidadas por suas mães nos primeiros anos de vida tinham o hipocampo do cérebro maior. Essa estrutura é fundamental para o aprendizado, a memória e a resposta ao estresse. Neste estudo, os pesquisadores analisaram as imagens dos cérebros de 92 crianças, revelando que aquelas que tinham recebido afeto e sido bem alimentadas tinham o hipocampo 10% maior que as crianças cujas mães tinham sido negligentes.
Fonte: O Globo
Pacientes com transtorno bipolar perdem a capacidade cerebral.
O diagnóstico tardio e o tratamento inadequado do Transtorno Bipolar pode causar a cada crise depressiva uma perda nos pacientes de 5 a 10 % do hipocampo, segundo dados fornecidos por especialistas durante o 30º Congresso Brasileiro de Psiquiatria realizado semana passada em Natal (RN).
O psiquiatra Fábio Gomes, pesquisador e professor da Universidade Federal do Ceará, explica que a cada crise de mania ou depressão vivenciada pelo paciente bipolar, importantes partes do cérebro são prejudicados. Segundo ele, repetidas ocorrências podem levar a danos muitas vezes irreversíveis.
A crise pode mexer com o equilíbrio do organismo, aumentando o estresse oxidativo em todo o corpo e agravar a doença em si. “A cada cinco quadros depressivos, há uma perda de 5 a 10% no hipocampo”, quantifica o especialista. O hipocampo é uma estrutura localizada no lobo temporal do cérebro, responsável principalmente pela memória e pela cognição. Nesses casos, por exemplo, os resultados são a falta de concentração e dificuldade na leitura, explica o especialista.
De acordo com a psiquiatra Ângela Miranda Scippa, presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) e diretora do Centro de Estudo de Transtorno de Humor e Ansiedade – (CETHA) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o transtorno bipolar é uma doença tóxica, e a cada episódio de depressão são liberadas substâncias tóxicas ao cérebro que atuam na destruição dos neurônios, levando a perda de capacidade mental.
A especialista preferiu não precisar números, mas destaca que o fato da doença ter sintomas parecidos com os transtornos de ansiedade e Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDH), muitos pacientes podem levar até dez anos para ser diagnosticado bipolar.
Por conta disso, muitos acabam entrando em constantes crises depressivas ocasionando atrofia de áreas do sistema nervoso central trazendo prejuízos a vida do indivíduo como alterações no humor, perda de memória e dificuldade de concentração.
Apesar da gravidade da doença, em Salvador não existe distribuição adequada de medicamentos para tratamento e controle do bipolar para a população carente. “A assistência a saúde mental por parte do Estado em Salvador é precária. Falta unidade de tratamento, medicação e vagas de internação. Pacientes sem tratamento podem chegar a cometer suicídio, além de ter uma grande perda neuronal a cada crise”, destacou Ângela.
No entanto, a psiquiatra destaca que a medicação é um forte aliado no tratamento da bipolaridade. “A medicação retira os sintomas do paciente protegendo o cérebro da agressão da doença evitando a perda neuronal. Em Salvador, cerca de 2 % da população carente, que sofre com o tipo mais brando da doença, não tem acesso a medicamentos para o tratamento e controle bipolar.
Os remédios são muitos caros variando de R$ 80 a R$ 1.000 além disso, foram fechados vários hospitais e com isso muitos pacientes com quadros mais graves ficam desasistidos”, destacou a médica.
Na capital, apenas o CETHA, que funciona no ambulatório Magalhães Neto, no bairro do Canela oferece atendimento e interação gratuita para portadores da doença. Porém, segundo a psiquiatra, a unidade está superlotada e falta medicamentos para atender a todos os pacientes. “Aqui em Salvador, não existe uma priorização para a saúde mental. Muitos pacientes após saírem da internação ficam sem o medicamento de uso contínuo. E isso é muito grave, podendo levá-lo a cometer suicídio em momentos de crise”, criticou a médica.
O impacto do diagnóstico da doença é muito forte tanto para o portador quanto para familiares. Nenhum deles sabe lidar bem com a situação do diagnóstico, a crise, o tratamento que não pode ser interrompido e que leva algum tempo para se obter o resultado almejado.
Muitas vezes a negação da doença, a suspensão do tratamento, o descompasso do apoio familiar geram atraso no controle da doença e perda significativa da qualidade de vida. A compreensão da família sobre as manifestações da doença e a instabiliadde dos portadores é muito importante para garantir o controle e gerar mais qualidade de vida para o portador e familiares.
A Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Trasntornos Afetivos ( ABRATA), oferece informações a pacientes e familiares sobre como lidar com a doença através do site : www.abrata.org.br
Fonte: Tribuna da Bahia
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A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro.
A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.
Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.
Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.
Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.
Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento.
Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.
Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração.
No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.
Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.
No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com a menor atrofia do tecido cerebral.
"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente", exlicou Grow.
"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta.
Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.
Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.
Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece.
Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.
Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios.
Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
"Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research no Reino Unido.
"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", acrescentou.
"Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos", disse.
"Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", afirmou.
Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim", concluiu.
"É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem", acrescenta.
Fonte: Diário de Pernambuco
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Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia
Vou participar do Congresso Europeu de Neuropsicofarmacologia entre 13 a 17 de outubro em Viena e aproveito para tirar alguns dias de férias a partir de hoje, retornando ao consultório no dia 21/10. Se você é meu paciente, clique aqui para informações sobre colegas meus que você pode consultar em caso de emergência (você precisa estar logado no site para visualizar a página). Você pode neste período se comunicar comigo por e-mail se necessário. Espero retornar com muitas novidades, este congresso vai discutir as novas perspectivas para a psiquiatria e apresentar avanços na área da farmacologia, novas moléculas que poderão estar disponíveis em breve para tratamento. Um abraço a todos!
Qual o melhor tratamento para a esquizofrenia?
Esta é uma pergunta recorrente nos consultórios médicos e dúvida também de muitos leitores do site, por isso resolvemos abordar este tema de forma clara e abrangente, para que todos possam compreender os desafios que se colocam para a recuperação de uma pessoa que sofre de esquizofrenia.
Não se trata somente da escolha de um antipsicótico eficaz e bem tolerado, mas de uma constelação de fatores que vão desde a precocidade do diagnóstico e do tratamento até a escolha dos tratamentos psicossociais, como a psicoeducação de família, psicoterapia e terapias de reabilitação.
Um ponto central é o tempo para o diagnóstico e para um tratamento que seja capaz de trazer o paciente para um estado de remissão (sem sintomas positivos) o mais rapidamente possível.
Pesquisas mostram que um paciente com esquizofrenia é levado a um psiquiatra em média após 1 ano de doença, quando já sofre dos sintomas positivos, como delírios e alucinações. Geralmente o paciente apresenta também, algum tempo antes do primeiro surto, sintomas negativos, como apatia, desânimo e isolamento, e sintomas cognitivos, como problemas de memória e concentração, que prejudicam as suas atividades produtivas, como trabalho e estudo, muitas vezes descontinuando-as algum tempo antes. Esses sintomas raramente são atribuídos à doença e dificilmente o paciente é levado ao psiquiatra apenas por essa razão.
Portanto, na maioria dos casos, um tratamento é iniciado já com mais de um ano de adoecimento. Isto se o paciente não apresentar a resistência natural ao tratamento (por não ter consciência de sua doença) ou se a família adiar a procura pelo psiquiatra (é muito comum a negação ou subestimação do problema ou a crença de se tratar de algo espiritual ou de uma crise existencial da adolescência).
Os primeiros cinco anos de doença são considerados um período considerado crítico, pois estudos mostram que a gravidade da doença nos cinco anos iniciais influencia o prognóstico do paciente ao longo da vida. Todavia, quanto mais eficiente o tratamento no início do quadro, maiores as chances de recuperação, com a retomada progressiva das atividades do paciente antes de adoecer.
Isso ocorre porque alterações neurofuncionais e neuroanatômicas na esquizofrenia costumam ocorrer mais neste período do que com a cronicidade da doença, como se esta fosse uma fase de maior atividade biológica.
Pesquisas demonstraram que pacientes com esquizofrenia podem apresentar declínio de funções cognitivas, como memória, atenção e capacidade executiva, que podem não ser totalmente recuperadas passada esta fase, comprometendo o potencial de recuperação do paciente no futuro. Da mesma forma, alterações anatômicas, como redução do volume do lobo frontal, do núcleo estriado e do hipocampo, ocorrem mais no inicio da doença.
O tratamento com antipsicótico, medicação indicada no tratamento da esquizofrenia, tem um efeito neuroprotetor e pode evitar a progressão da doença em sua fase inicial, mas para isso é necessário que o medicamento seja iniciado precocemente, assim que identificado o transtorno, e garantida sua regularidade de administração, essencial para uma resposta terapêutica satisfatória e para a prevenção de recidivas (leia mais sobre Intervenção Precoce).
Adesão é o termo que se usa para definir essa regularidade do tratamento. Problemas de adesão são muito comuns na esquizofrenia e envolvem diferentes motivos. Um paciente pode não aderir ao tratamento porque não se acha doente, porque a medicação causa um efeito colateral intolerável para ele ou simplesmente porque a medicação não é eficaz o suficiente para o alivio dos sintomas, não fazendo sentido para o paciente o compromisso de tomar um medicamento diariamente. O paciente pode aderir ao tratamento no início e depois interromper, por achar que está curado e que não precisa mais do medicamento, o que também configura um problema de adesão, já que o tratamento de longo prazo é fundamental para o controle da doença, para a prevenção de recaídas e para a recuperação do paciente.
Problemas de não-adesão costumam estar presentes nos quadros mais graves ou de pior evolução, sendo um dos principais fatores relacionados ao conceito de resistência ou refratariedade ao tratamento (esquizofrenia refratária). Por isso a importância de se identificar precocemente a não adesão e tratar o paciente com medicamentos eficazes, mais toleráveis e que possam ser mais eficientes num tratamento a longo prazo, reduzindo assim os riscos de interrupção.
Os efeitos colaterais que mais comprometem a adesão ao tratamento são os efeitos extrapiramidais (do tipo parkinsonismo - tremores, lenhificação motora, alteração da marcha) e os metabólicos (como ganho de peso). Os antipsicóticos de segunda geração, que surgiram na década de 90, costumam ser opções mais eficientes do que os de primeira geração por causarem menos efeitos extrapiramidais e, entre eles, existem alternativas com melhor perfil metabólico e que causam menos ganho de peso.
Em dezembro de 2011 foi lançado no Brasil o primeiro antipsicótico de segunda geração injetável de longa duração e de uso mensal, o Palmitato de Paliperidona (Invega Sustenna). Até então só existiam antipsicóticos injetáveis (depósito) de primeira geração (Haldol Decanoato, Piportil L4, Flufenan Depot e Clopixol Depot) e um de segunda geração de uso quinzenal (Risperdal Consta).
Invega Sustenna representa um avanço no tratamento da esquizofrenia, especialmente no caso dos pacientes com histórico ou características de não-adesão ao tratamento oral (p.ex. pacientes que se recusam a tomar remédios ou que recaem com frequência porque param de tomar a medicação). Através de injeções mensais o paciente recebe níveis regulares da medicação antipsicótica sem a necessidade de comprimidos orais. É uma opção hoje para garantir um tratamento eficaz nos casos iniciais de esquizofrenia e evitar com isso a progressão da doença.
O medicamento, embora crucial, não é a única coisa importante no tratamento inicial da esquizofrenia. Hoje se sabe que a família tem um papel tão importante quanto o tratamento medico. Pesquisas mostraram de forma consistente desde a década de 80 que o ambiente familiar pode influenciar a evolução da esquizofrenia, inclusive determinar um maior número de recaídas e hospitalizações. As atitudes familiares mais relacionadas às recaídas foram aumento da critica, hostilidade, cobranças excessivas, aumento das expectativas, superproteção e superenvolvimento afetivo (viver essencialmente para o paciente, abdicando de suas atividades).
Um estudo em 2007 comparou dois grupos de pacientes, ambos moravam com familiares com alto nível de critica, mas somente um grupo tinha adesão ao tratamento médico, ou seja, usava antipsicótico regularmente. Ao final de um ano de acompanhamento, as taxas de recaída e hospitalização foram semelhantes entre o grupo que tomava e o que não tomava medicamentos, mostrando que o ambiente familiar com alto nível de critica anula os benefícios do antipsicótico.
Portanto, a cooperação da família é tão importante quanto o tratamento médico. Esta constatação é tão robusta que a psicoeducação de família, nome que se dá ao tratamento familiar para esquizofrenia, foi considerada a modalidade de tratamento psicossocial com maior nível de evidência cientifica, fazendo parte de todos os consensos internacionais para tratamento da doença. Lamentavelmente a cobertura deste tratamento para famílias de pacientes com esquizofrenia é menor do que 20%.
As prerrogativas de um tratamento de psicoeducação de família são informar os familiares sobre a doença (por isso o nome educação) e ajudar familiares e pacientes com os problemas advindos da convivência com a doença, através da terapia de solução de problemas, que pode ser feita individualmente com cada família e o paciente ou em grupo, com várias famílias e pacientes. A terapia em grupo se mostrou mais eficaz na prevenção de recaídas, na medida em que permite a troca de experiências entre pessoas que compartilham das mesmas vivencias.
A psicoeducação de família não só ajuda a prevenir recaídas, como também melhora a adesão ao tratamento médico, combate o estigma da doença entre familiares e pacientes, amplia a rede social dessas pessoas, melhora a qualidade de vida e auxilia na recuperação do paciente, inclusive na retomada de suas atividades (leia mais sobre prevenção de recaídas).
Portanto, respondendo a pergunta do titulo deste artigo, o melhor tratamento para a esquizofrenia é aquele que alia, desde o inicio, o tratamento médico, com um antipsicótico eficiente e que possa garantir a adesão do paciente, e a psicoeducação de família. Quanto antes começar esses tratamentos, menor a gravidade da doença e maiores as chances de recuperação (leia mais sobre recuperação).
Estresse e depressão afetam taxa de sobrevivência de pacientes com câncer
O estudo, publicado na revista PLoS ONE e liderado pelo oncologista Lorenzo Cohen, analisou um grupo de pacientes com carcinoma de células renais em estágio final. Os pacientes mais depressivos eram mais propensos a falecer.
A ciência já sabia que fatores emocionais tinham um impacto sobre a biologia. Nesse estudo, foi descoberto que eles podem influenciar os resultados de um câncer. Cohen acredita que o culpado por trás dessa ligação seja o cortisol, também conhecido como “hormônio do estresse”, que atua nas vias inflamatórias.
O cortisol é o hormônio produzido pela glândula adrenal em resposta ao estresse, e ajuda a regular a resposta inflamatória do corpo. Em circunstâncias normais, os níveis de cortisol são elevados de manhã e diminuem ao longo de todo o dia. Porém, pacientes com estresse crônico ou sintomas depressivos mantém níveis elevados de cortisol ao longo do dia.
No estudo, os pacientes com níveis de cortisol altos ao longo do dia tiveram um risco aumentado de mortalidade. Através de perfis genéticos, os pesquisadores concluíram que a associação entre a condição psicológica do paciente e o tempo de sobrevivência pode decorrer de uma desregulação na biologia inflamatória.
Outros estudos obtiveram resultados parecidos. Um da Universidade Carnegie Mellon (EUA) descobriu que o estresse psicológico crônico estava associado com a perda da capacidade do corpo de regular sua resposta inflamatória.
Ao longo de um período prolongado de estresse crônico, o tecido do corpo torna-se insensível ao cortisol e o hormônio perde a sua eficácia na regulação da inflamação. A inflamação é boa quando acionada como parte do esforço do organismo para combater a infecção, mas a inflamação crônica pode promover o desenvolvimento e a progressão de muitas doenças, incluindo depressão, doenças cardíacas, artrite reumatoide, diabetes e câncer.
De acordo com Lorenzo Cohen, o próximo passo é a realização de ensaios clínicos com pacientes de câncer que satisfazem os critérios para depressão e ansiedade. Um grupo vai receber tratamento para essas condições e outro não, para ver se há melhora na qualidade e expectativa de vida dos pacientes ao eliminar a depressão.
Por enquanto, Cohen sugere que pacientes com câncer e sua família tentem gerir de alguma forma o estresse associado com a doença.
Fonte: Hype Science
Estudos revelam riqueza genética no 'DNA lixo'
Essa descoberta ajuda a compreender melhor porque a interação gene-ambiente é tão importante para certas doenças como a esquizofrenia, o transtorno bipolar, entre outras. Essas sequências de DNA, que teriam a função de regulação da expressão gênica, podem ser uma das explicações porque fatores ambientais podem ativar alguns genes de predisposição à doença e fazer com que uma pessoa adoeça e outra não, apesar de possuírem o mesmo gene de susceptibilidade. Como explicar, p.ex., que no caso de gêmeos idênticos, quando um tem esquizofrenia, o outro adoeça somente em 48% dos casos?
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Onze anos atrás, quando o primeiro rascunho de sequenciamento do genoma humano foi publicado, uma das maiores surpresas foi constatar que apenas 2% das 3 bilhões de "letras" químicas que o compõem correspondem a genes propriamente ditos - sequências chamadas "codificadoras", que carregam as instruções genéticas necessárias para a síntese de proteínas. Os outros 98% foram apelidados de "DNA lixo", por não ter função conhecida no organismo. Um apelido que sempre incomodou muita gente.
Agora, mais de uma década de ciência depois, chega a redenção. Mais de 30 trabalhos publicados simultaneamente em quatro revistas científicas de peso, incluindo Nature e Science, descartam em definitivo o apelido pejorativo, confirmando várias evidências acumuladas ao longo dos anos de que o "DNA lixo", na verdade, não é lixo coisa nenhuma. Os resultados, oriundos do projeto Enciclopédia de Elementos de DNA (Encode, na abreviatura em inglês, que significa "codificar"), indicam que mais de 80% do genoma humano têm algum tipo de função bioquímica operacional.
"Eu diria que o termo DNA lixo pode ser definitivamente jogado no lixo", diz a geneticista Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP).
Dentro do que se chamava de lixo, os pesquisadores do Encode encontraram uma riqueza milionária de sequências chamadas reguladoras, que não codificam proteínas diretamente, mas interagem de alguma forma com o funcionamento dos genes. Algumas funcionam como interruptores, ligando-os ou desligando-os. Outras como um botão de volume, aumentando ou diminuindo a intensidade com que determinados genes se expressam em determinadas células, em determinadas situações.
É esse maquinário regulatório que permite ao ser humano ser uma espécie biologicamente tão complexa com "apenas" 20 mil genes - bem menos do que uma espiga de milho ou um grão de arroz. "O genoma humano é muito mais complexo do que imaginávamos", diz Mayana.
"O que eles estão confirmando é uma suspeita de muito tempo, de que essas sequências também têm um sentido biológico enorme", reforça Dirce Maria Carraro, diretora do Laboratório de Genômica e Biologia Molecular do Hospital A.C. Camargo. "É óbvio que elas não estão no genoma por acaso."
Os cientistas destacam a importância dos resultados para estudos clínicos que tentam relacionar mutações e outras formas de alterações genéticas à saúde. Milhares de alterações já foram identificadas que afetam a ocorrência ou a manifestação de doenças, mas a grande maioria não está nos genes (nos 2% do genoma que codificam proteínas), o que já era um forte indício de que o "DNA lixo" tinha alguma função relevante dentro das células - caso contrário, as mutações seriam inócuas.
Uma das teorias era de que o DNA lixo serviria como uma "zona de amortecimento", na qual mutações aleatórias poderiam se acumular ao longo do tempo sem maiores consequências para o organismo. Mas não. Os dados mostram que alterações nessas regiões reguladoras podem ser tão relevantes clinicamente quanto mutações nos genes.
Perspectivas. Os resultados acrescentam uma nova camada de complexidade ao estudo do genoma humano e mostram que é preciso bem mais do que uma sequência de letrinhas para entender como ele funciona. E que os genes são apenas parte de uma história que pode ser contada de diversas maneiras, dependendo de como o genoma é lido. Mayana prevê que os dados abrirão muitas perspectivas de tratamento, apontando para novos alvos genéticos fora das regiões codificadoras e melhorando o entendimento de como o genoma funciona de uma forma geral.
Uma das áreas médicas que certamente tirará proveito dos dados é a oncologia, na qual a relação entre genética e fisiologia se dá de forma mais acentuada. Dirce ressalta, porém, que os dados não têm aplicação imediata na medicina. Assim como foi o caso com o sequenciamento do genoma humano, os resultados do Encode servem como uma plataforma de conhecimento básico, sobre a qual novas pesquisas poderão ser construídas com finalidades mais aplicadas. Algo que levará tempo.
"É uma quantidade imensa de informações. Vai demorar um pouco para darmos sentido prático a tudo isso", diz a pesquisadora. "Teremos de decifrar devagarzinho todos esses achados."
Segundo uma reportagem que acompanha os trabalhos na revista Nature, se todas as sequências genéticas produzidas pelo projeto fossem impressas numa escala de mil pares de bases por centímetro quadrado, o resultado seria uma pilha de papel com 30 quilômetros de comprimento e 16 metros de altura.
Leitura suficiente para muitos e muitos anos de pesquisa.
Fonte: Estadão

Filhos de pais mais velhos nascem com mais mutações genéticas
As mutações "de novo" ocorrem durante a divisão celular da produção de espermatozóides e geram variações de cópias de genes (CNV). Com o avanço da idade do homem, o número de CNV aumenta e isso é transmitido para o filho no momento da fecundação. Essas mutações em geral não causam doenças, algumas podem ser inclusive benéficas, mas o que pesquisadores descobriram é que alguns genes que sofrem mutações "de novo" podem aumentar o risco de doenças como esquizofrenia e autismo no filho. Essas novas mutações farão parte do DNA do filho, que passa a transmitir as mutações para as gerações futuras, acarretando o mesmo risco, sendo que as próximas gerações receberão novas mutações "de novo" das gerações anteriores e assim por diante. O que contribui para a evolução da espécie agora se sabe que traz um risco também para algumas doenças genéticas.
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Um novo estudo islandês publicado nesta quarta-feira (22) pela revista “Nature” reforça uma descoberta recente dos cientistas de que a idade do pai no momento da concepção influencia a saúde da criança. Os filhos de pais mais velhos apresentam maior risco de desenvolver condições como o autismo e a esquizofrenia.
Em abril, uma pesquisa da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, já havia mostrado relação entre a diferença de idade entre pai e filho e o risco de autismo.
O atual estudo, liderado pelo grupo “deCODE Genetics” analisou o genoma de 78 homens islandeses e seus descendentes para calcular a quantidade de mutações genéticas nos filhos, de acordo com a idade do pai.
Os cientistas descobriram que o filho de um pai de 20 anos de idade nasce com uma média de 25 mutações genéticas. Se o pai tinha 40 anos no momento da concepção, esse número sobe para 65 mutações. Segundo o estudo, o aumento é da ordem de duas mutações para cada ano de vida do pai, ao longo da vida adulta.
O que o estudo levou em consideração foram as chamadas mutações “de novo”, características que surgem nos bebês, mas que não estavam presentes em seus pais.
A variação acontece só com o pai, e não com a mãe, porque as mulheres já nascem com todos os óvulos – células femininas que são fecundadas e dão origem aos bebês. Já os espermatozoides, células reprodutivas masculinas, são produzidos ao longo da vida. Por isso, elas sofrem mais divisões celulares e são mais sujeitas ao risco de mutações.
De forma geral, essas mutações nem sempre fazem mal ao bebê – inclusive fazem parte do processo evolutivo. Segundo os especialistas, cerca de 10% dessas mutações são maléficas, podendo causar problemas brandos ou mais graves, como o autismo e a esquizofrenia.
“As populações humanas modernas estão sujeitas a muito menos pressão seletiva do que aconteceu ao longo da história da evolução humana. Como as mutações maléficas são mais comuns que as benéficas, a evolução sob essa seleção relaxada inevitavelmente levará a um declínio da saúde média da população”, avaliou Alexey Kondrashov, da Universidade de Michigan, nos EUA, em um comentário também publicado pela “Nature”.
Fonte: G1
Sacrificar o sono para estudar piora o desempenho do aluno, revela estudo
Uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, aponta que deixar de dormir algumas horas à noite para estudar um pouco mais piora o desempenho do aluno no dia seguinte. Esse é um comportamento comum principalmente nos últimos anos do ensino médio, que antecedem o vestibular.
O trabalho está publicado na atual edição da revista "Child Development" (Desenvolvimento Infantil) e conclui que os prejuízos por sacrificar o sono independem do quanto a pessoa estudou durante o dia.
Os cientistas, liderados pelo professor de psiquiatria e ciências biocomportamentais Andrew Fuligni, analisaram durante duas semanas variações em 535 alunos de três séries diferentes do ensino médio. Os participantes, de várias etnias e faixas socioeconômicas, tiveram que responder por quanto tempo estudavam e dormiam, se não entendiam algo ensinado nas aulas ou haviam tirado nota baixa em alguma prova escrita, oral ou tarefa de casa.
Para a surpresa dos pesquisadores, a falta de sono criou mais problemas relacionados ao desempenho nos exames do que à compreensão dos adolescentes sobre o que era falado. Fuligni destaca que o sucesso acadêmico depende, portanto, de estratégias que evitem comprometer o sono, como manter um horário consistente de estudo durante o dia, usar o período escolar da forma mais eficiente possível e diminuir o tempo gasto com outras atividades menos essenciais.
Foram analisados 535 adolescentes de 3 séries do ensino médio nos EUA. Comportamento de jovens é comum nos anos que antecedem o vestibular.
Fonte: G1
Portadores de transtornos psiquiátricos têm mais risco de se viciar em drogas
Doenças psiquiátricas como depressão, transtorno bipolar e transtorno obsessivo-compulsivo se mostraram presentes em 51% de dependentes de álcool e drogas, de acordo com uma pesquisa com 1,3 mil pessoas atendidas na unidade estadual de álcool e drogas do Hospital Lacan, em São Bernardo do Campo.
Os resultados refletem uma tendência maior à dependência química entre as pessoas que sofrem deste transtorno, segundo observa Sérgio Tamai, coordenador da área de saúde mental do órgão. "Um indivíduo que sofra de depressão, por exemplo, tem chance mais elevada de tentar buscar drogas estimulantes ou abusar de bebidas alcoólicas”, afirma o psiquiatra.
O estudo, conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostrou também que as mulheres são mais propensas dos que os homens a este tipo de doença e nesta condição - enquanto 50,1% deles apresentavam o quadro, 56% das mulheres estavam nesta situação.
De acordo com Tamai, já está comprovado que indivíduos com pré-disposição genética para doenças psíquicas que usam drogas aumentam em até sete vezes os riscos de desenvolvê-las. “O uso de drogas ou o abuso de bebidas alcoólicas pode ser entendido praticamente como uma roleta russa porque o paciente não pode prever exatamente quais serão as consequências”, explica.
Fonte: Terra
Entrevista com Iván Izquierdo sobre a memória
Iván Izquierdo é um dos maiores pesquisadores do tema em todo o mundo e dirige o Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul. Nesta entrevista ao Canal Livre da TV Bandeirantes ele fala sobre o funcionamento da memória, da importância de sua utilização ao longo da vida para prevenção de doenças como o Mal de Alzheimer. Para ele os inimigos da memória são o álcool, o estresse, a depressão e a ansiedade e algumas pessoas podem começar a perder a memória a partir dos 20 anos de idade. O Mal de Alzheimer é mais comum somente após os 65 anos de idade, mas existem outras causas de demência que podem ocorrer mais cedo. No caso da depressão a melhor forma de tratar a memória é tratando a depressão quimicamente, mas ele não descarta a importância de tratar a depressão também com terapia.
Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Entrevista do Dr. Leonardo Palmeira no Programa Sem Censura sobre Esquizofrenia.
Nesta entrevista, que foi ao ar em 08/08/2012, o Dr. Leonardo Palmeira fala sobre a diferença entre a esquizofrenia e o transtorno bipolar, como a vulnerabilidade ao estresse, determinada geneticamente, desencadeia os surtos e que é possível se recuperar e levar uma vida normal através de um tratamento que englobe medicação, terapia e atendimento à família.
Segundo o psiquiatra, um dos pontos de maior conflito está na dificuldade da família compreender que os sintomas negativos são parte da doença e que nem sempre os pacientes conseguem controlá-los. A crítica, cobrança excessiva e pressão emocional aumentam o retraimento e o desânimo que muitos pacientes têm. Foi esclarecedor também o debate com a jornalista Leda Nagle que desmistifica o preconceito que muitas pessoas têm acreditando que esquizofrênicos sejam violentos.
Sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, já aumenta risco de vida.
O sofrimento emocional, mesmo os casos menos graves, como níveis mais baixos de stress, ansiedade, depressão e insegurança — sintomas que atingem uma em cada quatro pessoas —, aumenta o risco de morte causada pela maioria das causas em um período de oito anos. Essa é a conclusão de um extenso estudo publicado nesta terça-feira no periódico British Medical Journal (BMJ). Ainda de acordo com a pesquisa, a mortalidade decorrente de câncer é a única não afetada por problemas psicológicos leves: apenas distúrbios mais intensos e frequentes parecem interferir nesse risco.
Esse estudo, desenvolvido nas universidades de Londres e de Edimburgo, na Grã Bretanha, é o maior já feito sobre a relação entre problemas emocionais e mortalidade. Os pesquisadores levaram em consideração dez outras pesquisas das quais, ao todo, participaram 68.222 adultos com pelo menos 35 anos de idade que não apresentavam doenças graves, como câncer ou problemas cardiovasculares. Eles foram acompanhados ao longo de oito anos.
Os níveis de sofrimento psicológico foram medidos com base em questionários respondidos pelos participantes, que relataram intensidade e frequência com que sentiam sintomas de ansiedade, depressão, problemas de relacionamento e falta de confiança. Segundo os autores, a associação entre risco de morte e problemas psicológicos foi semelhante mesmo após os resultados serem ajustados em relação a outros fatores, como idade, sexo, tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e hábitos alimentares.
Para o coordenador do trabalho, Tom Russ, esses resultados são preocupantes, já que, segundo ele, como os sintomas de problemas emocionais leves costumam não ser aparentes ou então ignorados pelos profissionais de saúde, os pacientes que apresentam esses distúrbios acabam não recebendo tratamento adequado. Para o pesquisador, esse estudo pode implicar em novas abordagens de terapia para problemas emocionais menos graves a fim de reduzir o risco de mortalidade entre indivíduos que apresentam esses distúrbios.
Fonte: Veja On Line
Jornal Extra: Tema da novela ‘Rebelde’, esquizofrenia atinge principalmente jovens.
De repente, a vilã Lucy (Ully Lages), da novela “Rebelde”, da TV Record, começou a achar que vivia em um reality show, com câmeras que a filmavam 24 horas por dia. Em seguida, passou a acreditar que seu irmão Miguel (Thiago Amaral) era um impostor. As percepções distorcidas da realidade fizeram com que a família da menina suspeitasse: Lucy pode ser esquizofrênica. Na vida real, a doença acomete principalmente os jovens.
— A esquizofrenia está relacionada a um excesso do neurotransmissor dopamina, responsável por fazer a comunicação entre os neurônios. Esse aumento da substância atinge principalmente as regiões do cérebro ligadas às emoções, à memória e ao raciocínio — explica o psiquiatra e autor do livro “Entendendo a esquizofrenia”, Leonardo Palmeira.
As causas para que a alteração aconteça são duas. A primeira é genética: uma predisposição familiar. A segunda tem a ver com o ambiente em que o jovem vive.
— Estresse ou traumas podem ativar esses genes que causam a doença. Isso acontece na adolescência porque é um momento de maiores conflitos, dificuldades para se afirmar no estudo ou em uma profissão — afirma.
O especialista também alerta: o consumo de drogas pode desencadear o surto — que tem como principais sintomas alucinações, ilusões e pensamento desordenado, que interrompem a vida social do paciente. Estudos apontam, por exemplo que o consumo de maconha antes dos 16 anos aumenta o risco da esquizofrenia 18 vezes.
— O tratamento tem três pilares: os remédios antipsicóticos, a terapia e o apoio da família. Se esses fatores funcionarem bem, a pessoa tem chances de voltar a ter uma vida ativa normal — diz.
A atriz Ully Lages, que interpreta a personagem da novela da Record, concorda.
— É importantíssimo amor e paciência dos familiares e de amigos, além do acompanhamento de um profissional, claro — diz.
No Brasil, dois milhões de pessoas têm esquizofrenia.
Como perceber?
Introspecção
Se seu filho passou a ficar mais calado, evitando amigos e sem querer ir à escola, atenção.
Estão me seguindo
Manias de perseguição também podem indicar o início do quadro de esquizofrenia.
Agressividade
Se o adolescente ficou agressivo de repente, por motivos sem importância, procure orientação médica.
Dores no corpo
O jovem esquizofrênico pode achar que está doente, sentir dores pelo corpo, arrepios, calafrios e até relatar que está “vendo” o corpo de forma diferente.
Perda de memória
Queda de rendimento no colégio ou no trabalho e lapsos de memória frequentes podem indicar que algo não vai bem.
Fonte: Jornal Extra
Saúde mental é afetada pela economia, diz pesquisa.
A desaceleração econômica, o ritmo da vida moderna e as novas tecnologias estão começando a afetar nossa saúde mental, de acordo com uma pesquisa. Segundo os dados, publicados pelo site Female First, o número de adultos que acessaram serviços especializados de saúde mental entre 1 de abril de 2010 e 31 março de 2011, no Reino Unido, foi o maior desde que os registros começaram em 2003 e 2004, chegando a 1,25 milhões de pessoas.
O fenômeno já havia sido registrado entre os anos de 2009 e 2010 também. De acordo com nova pesquisa realizada pelo site Mootu, esse aumento pode estar relacionados a três fatores principais. O estudo revela que os adultos no Reino Unido acreditam que a crise econômica (83%), o ritmo da vida moderna (65%) e, o mais interessante, a nova tecnologia (27%) são as razões para o aumento de problemas mentais e dependências.
Os resultados foram liberados para lançar o site que oferece um novo serviço de busca por auxílio profissional. Essa é a primeira rede no Reino Unido a oferecer aconselhamento e psicoterapia via videoconferência pelo Skype.
Apesar de um crescente reconhecimento de que problemas de saúde mental são um problema no Reino Unido (dois terços dos adultos acreditam que essa questão está crescendo), um número surpreendente de pessoas admite que não iria procurar ajuda. Essa opção prevalece particularmente entre os desempregados, já que quase 50% desse grupo sofre em silêncio. No entanto, 63% dos britânicos disseram que iriam consultar um terapeuta ou conselheiro, se pudessem fazê-lo na privacidade da sua casa ou sem ter que se afastar do trabalho.
É preocupante que, mesmo com um número de celebridades conhecidas, como Sarah Harding do Aloud e o jogador de rugby Duncan Bell, enfrentarem batalhas contra depressão, mais de um quarto dos pesquisados afirmaram que não procurariam ajuda devido ao estigma associado com tais problemas e quase 60% preferiam se virar sozinhos.
Fonte: Terra
Estudo descobre mutação genética que protege contra Alzheimer.
Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma mutação genética que protege contra o mal de Alzheimer e a perda de capacidade de aprendizagem causada pelo envelhecimento, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (11) pela revista científica “Nature”.
O grupo liderado por Kari Stefansson, do centro “deCODE Genetics”, em Reykjavik, na Islândia, estudou o genoma completo de 1.795 islandeses. Eles descobriram uma mutação em um gene chamado APP que funciona como uma defesa natural do cérebro.
Segundo os pesquisadores, essa mutação reduziria em até 40% a formação de uma substância conhecida como proteína amiloide em idosos saudáveis. Esta proteína se acumula e forma placas no cérebro dos pacientes, provocando o surgimento do mal de Alzheimer.
“Pelo que sabemos até agora, [esta mutação] representa o primeiro exemplo de uma alteração genética que confere uma proteção forte contra o mal de Alzheimer”, afirma o artigo.
Os cientistas descobriram também que esta mesma mutação freia a perda de capacidade de aprendizagem nos idosos que não sofrem do mal de Alzheimer. Por isso, o trabalho indica que os dois transtornos possam ter mecanismos no mínimo similares.
O estudo mostrou que a função cognitiva dos idosos de 80 a 100 anos portadores dessa mutação funcionava muito melhor que a daqueles que não a tinham.
Stefansson considera que o Alzheimer poderia representar o caso mais extremo de deterioração da função cognitiva relacionado à idade.
Até o momento, os cientistas descobriram 30 mutações no gene APP, 25 das quais se considera causadoras da doença em idades avançadas, mas esta é a primeira vez que se detecta uma mutação relacionada com a proteção contra o Alzheimer em idosos.
Mais de 5% dos maiores de 60 anos sofrem de algum tipo de demência e, em dois terços dos casos, se trata de Alzheimer.
Fonte: G1
Pesquisa aponta hormônio como possível tratamento da depressão
Em pesquisas com ratos, a adiponectina, hormônio também presente em humanos, se mostrou eficiente no tratamento da depressão e mostrou potencial para ser usada principalmente em pacientes que têm diabetes
Pesquisadores da Universidade do Texas descobriram que um hormônio presente nos ratos ajuda a aliviar os sintomas da depressão nesses animais. Eles testaram o papel da adiponectina, um hormônio produzido pelo tecido adiposo e também presente nos humanos, no controle da depressão. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Resultado: Depois dos 14 dias, os animais começaram a apresentar sinais de depressão, como um declínio na interação social. Nesses ratos, os níveis do hormônio adiponectina estavam muito menores do que o normal. A adiponectina é responsável por controlar o metabolismo do açúcar e da gordura no corpo e é capaz de atravessar a barreira hematoencefálica. Segundo os pesquisadores, ela tem propriedades antidiabéticas – quanto menor for seu nível no sangue, maiores são as chances de o indivíduo ter diabetes tipo 2. Estudos anteriores mostraram que pacientes com esse tipo de diabetes tinham duas vezes mais chance de sofrer de depressão. A partir desses dados, os cientistas resolveram pesquisar se havia alguma relação entre os níveis do hormônio e a doença.
Para isso, os autores submeteram ratos a 14 dias de stress seguidos. Eles introduziram os animais em gaiolas que continham um rato maior e mais agressivo, onde foram fisicamente derrotados. Depois da derrota, os ratos permaneceram na gaiola, mas foram separados por um divisor plástico que permitia contato visual, auditório e olfativo com seu agressor. A cada 24 horas, o procedimento era repetido. No final dos 14 dias, os ratos apresentavam sintomas de depressão, como aversão ao convívio social.
Dois dias depois do último encontro com o agressor, os pesquisadores mediram os níveis de adiponectina no sangue desses ratos. A depressão coincidiu com uma queda nos níveis do hormônio no sangue.
Depois disso, os cientistas compararam o comportamento de ratos normais com ratos geneticamente modificados, que possuíam deficiência nos níveis da adiponectina. Os últimos demonstraram maior predisposição a sintomas relacionados com a depressão, como a aversão social, pouco estímulo por recompensas e desamparo, recusando oportunidades de melhorar suas circunstâncias.
Por último, os pesquisadores injetaram o hormônio no cérebro de ratos normais e diabéticos, e viram que ele teve um efeito antidepressivo. Como resultado, o estudo concluiu que a adiponectina tem um grande potencial terapêutico para tratar a depressão, principalmente em pacientes com diabetes.
Fonte: Veja
Carbonato de Lítio (Carbolitium).
O lítio (grego lithos, pedra ) é um elemento químico de símbolo Li, número atómico 3 e massa atómica 7 u, contendo na sua estrutura três protons e três electrons. Na tabela periódica dos elementos químicos, pertencente ao grupo (ou família) 1 (anteriormente chamado 1A), entre os elementos alcalinos.
Na sua forma pura, é um metal macio, de coloração branco-prateada, que se oxida rapidamente no ar ou na água. É um elemento sólido porém leve, sendo empregado especialmente na produção de ligas metálicas condutoras de calor, em baterias elétricas e, seus sais (principalmente o carbonato de lítio), no tratamento do transtorno de humor.
É um metal escasso na crosta terrestre, encontrado disperso em certas rochas, porém nunca livre, dada a sua grande reatividade. É encontrado, também, em sais naturais, águas salgadas e águas minerais.
Desde a Segunda Guerra Mundial, a produção de lítio aumentou enormemente, sendo obtido de fontes de água mineral, águas salgadas e das rochas que o contêm, sempre por eletrólise do cloreto de lítio. Os principais minerais do qual é extraído são lepidolita, petalita, espodúmena e ambligonita. Nos Estados Unidos é extraído de salinas existentes na Califórnia e Nevada, principalmente. Na América do Sul, existem salinas de lagos com alto teor de lítio no Atacama, Chile.
O carbonato de lítio (Carbolitium) foi recomendado pela primeira vez para o tratamento de transtornos de humor (na época chamados de doença afetiva endógena) em 1893 por Frederick Lange. Depois disso o carbonato de lítio foi redescoberto em 1951, quando Noack e Trautner e, posteriormente em 1954, Schou descreveram suas propriedades terapêuticas e profiláticas na mania e na depressão: “pacientes que tinham 10 a 12 episódios por ano antes do tratamento com lítio passaram após dois anos de tratamento contínuo a apresentar uma normalização das oscilações de humor, sem que as emoções normais fossem afetadas”, afirmou Shou, que também cunhou o termo “estabilizador ou normalizador de humor”.
O lítio possui efeito em diferentes neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina, dopamina, GABA e glutamato, facilitando a neurotransmissão. Ele possui também propriedades neuroprotetoras e neurotóficas, aumentando os níveis de N-Acetil-Aspartato (NAA), marcador de viabilidade neuronal, aumentando o volume da substância cinzenta e do hipocampo em pacientes bipolares. A eficácia clínica do lítio pode, por este motivo, demorar meses ou mesmo anos para se consolidar.
Como equilibrar a eficácia do lítio com os efeitos colaterais indesejados que ocorrem com o aumento de sua concentração plasmática permanece sendo um grande desafio na prática clínica e esta decisão precisa ser individualizada para cada paciente, levando em conta sua sensibilidade e adaptação.
Gelenberg e colaboradores compararam em 1989 pacientes com níveis de lítio no sangue considerados “padrão” (0,8 a 1,0 mEq/l) com pacientes com níveis mais baixos (0,4 a 0,6 mEq/l) e verificaram que, embora os pacientes com níveis mais altos tinham uma proteção superior contra recaídas, eles abandonavam mais o tratamento por causa dos efeitos colaterais. Maj e colaboradores acompanharam 80 pacientes com diferentes níveis plasmáticos de lítio e os grupos com níveis acima de 0,4 (0,46-0,6; 0,61-0,75; 0,76-0,9) demonstraram uma redução significativa dos episódios de humor e menor morbidade.
Em 2011 participei de uma mesa redonda no Congresso Americano de Psiquiatria (APA) em Honolulu e os principais pesquisadores do transtorno bipolar na atualidade debatiam justamente sobre os benefícios do lítio em doses baixas (níveis plasmáticos até 0,6/0,8) em detrimento das doses altas (e pouco toleradas) praticadas antigamente. A conclusão é que os efeitos benéficos do lítio (que não são alcançados pelos demais estabilizadores de humor e que dependem da exposição prolongada ao lítio - > 2 anos) são sentidos mesmo por pacientes que utilizam doses baixas, mesmo que eles precisem de associações com outros estabilizadores de humor ou antipsicóticos para uma melhor prevenção de recaídas. Esses pesquisadores demonstraram preocupação com a queda de utilização do lítio em detrimento às novas medicações, apesar dos benefícios de longo prazo do lítio serem incomparáveis.
A maior parte dos pesquisadores atuais recomenda doses plasmáticas de lítio entre 0,4 e 0,8 mEq/L, que costumam ser bem toleradas pelos pacientes. A prevenção de depressão precisa de doses mais baixas (entre 0,4 e 0,6), enquanto de mania doses mais altas (0,6 a 0,8).
A dosagem de lítio deve ser obtida sempre que houver alteração da dosagem oral, piora clínica ou a cada 6 meses como rotina.
A maior parte dos efeitos colaterais do lítio é dose dependente e pode ser atenuada reduzindo a dosagem ou utilizando comprimidos de liberação controlada (Carbolitium CR) que evitam o pico plasmático. Os efeitos colaterais mais comuns são: boca seca, sede, aumento da frequência urinária, retenção de líquido, diarréia, tremores finos das mãos. Esses efeitos podem ser transitórios, reduzir com o tempo ou melhorar com a redução da dosagem.
O lítio possui alguns efeitos colaterais que aparecem no longo prazo:
Hipotireoidismo – não está comprovado que o lítio cause hipotireoidismo, porém alguns pacientes com hipotireoidismo subclínico ou predisposição a doenças da tireóide (história familiar) podem precisar de suplementação de hormônio tireoidiano depois que iniciarem o lítio. Por isso é importante solicitar de rotina os níveis de TSH, para se antecipar à necessidade do uso de hormônio tireoidiano, já que o hipotireoidismo está associado à depressão e ganho de peso. Hipotireoidismo é uma comorbidade frequente em pacientes com transtorno bipolar, mesmo naqueles que nunca usaram lítio.
Ganho de peso – o mecanismo de ganho de peso é desconhecido, acredita-se que no inicio do tratamento possa estar relacionado à retenção de líquido (geralmente são ganhos inferiores a 3kg). O ajuste da dosagem ou diuréticos de alça ou poupadores de potássio podem aliviar este efeito. Aproximadamente um quarto dos pacientes tem um ganho de peso entre 5 e 10%. Nestes casos é preciso indicar uma dieta com restrição de carboidratos, exercícios e dosar os hormônios tireoidianos.
Função renal – o lítio é completamente eliminado pelos rins, por isso a necessidade de monitoramento da função renal. Problemas renais decorrentes do uso de lítio são muito raros, mas pacientes com hipertensão arterial, doença renal preexistente ou problemas familiares ou ambientais que possam acometer os rins devem ser monitorados com mais cuidado. A dosagem de creatinina no sangue deve ser pedida de rotina e pacientes com resultados acima de 1,6 mg/dl devem ser encaminhados à avaliação pelo especialista. Não existem estudos que demonstrem efeitos isolados do lítio na usência de outros fatores de risco para doenças renais.
Problemas dermatológicos – acne, não é muito frequente e costuma ser transitória, respondendo bem ao tratamento tópico para acne.
Toxicidade – existe um risco de intoxicação pelo lítio quando a dosagem plasmática excede 1,5 mEq/l. Isto pode ocorrer quando o paciente ingere dosagens acima das recomendadas pelo médico ou quando ocorre desidratação. Por isso o paciente precisa estar consciente da necessidade de ingerir bastante líquido, principalmente quando a perda for significativa (atividades físicas e calor). O recomendado é de 2 a 3 litros de água por dial. Outro ponto que o paciente precisa saber é que anti-inflamatórios e diuréticos podem aumentar a concentração do lítio no sangue e que antes de tomá-los deve consultar o seu médico. Os riscos de intoxicação são pequenos quando o paciente é mantido em dosagens de litio no sangue até 0,8mEq/l.
Os sinais de intoxicação são principalmente do SNC, como perda de equilíbrio, dificuldade de andar, tremores amplos (ataxia), além de náuseas e vômitos. Neste caso o paciente deve procurar a emergência de um hospital, pois precisa receber hidratação venosa e cuidados médicos.
Situações especiais:
Gravidez – o risco de teratogenia (malformações fetais) com o lítio é baixo. A anomalia mais conhecida é uma malformação cardíaca chamada anomalia de Ebstein, cujo risco é de 1 em cada 1.000 a 1 em cada 2.000 nascidos vivos. Mesmo assim recomenda-se a redução ou suspensão temporária do lítio para as mulheres que quiserem engravidar ao menos no primeiro trimestre de gestação. Depois disso o lítio é seguro e não tem sido relacionado a outras malformações. Ele deve ser interrompido dois dias antes do parto para prevenir intoxicação pelo lítio no recém-nascido, embora dosagens de lítio menores do que 0,3 mEq/l raramente causem intoxicação no neonato. O lítio deve ser descontinuado ao longo de semanas, pois a interrupção abrupta coloca a mulher em risco de recaída, principalmente no pós-parto, quando aumentam os riscos de depressão ou psicose pós-parto (o risco pode ser de 50-75%).
Amamentação – o lítio não recomendável na amamentação, pois de 24 a 72% da concentração materna de lítio é encontrada também no leite materno. Existem outras opções mais seguras e que a mulher pode continuar amamentando seu bebê. As mulheres que não puderem ficar sem o lítio por piora do quadro devem ser orientadas a não amamentar seu filho.
O Carbonato de lítio é comercializado no Brasil pelo laboratório Eurofarma na forma de liberação imediata (Carbolitium) e de liberação controlada (Carbolitium CR) e pelo laboratório Moksha8 na forma de liberação imediata (Carbolim).







